Blog Menu da Gula

07/11/2013

Croissant de Ação de Graças

 
 

O Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) será comemorado nos Estados Unidos no próximo dia 28 de novembro. Neste dia, que é tão ou mais importante que o natal para os americanos, as famílias se reúnem para agradecer pelas conquistas no ano que passou (originalmente, para agradecer pelas boas colheitas daquele ano).

A ceia de Ação de Graças é sempre farta, sendo o peru com molho de cranberry indispensável. Muitos restaurantes de Nova York preparam menus especiais para a data, com opções de entrada, prato principal e sobremesa a preços fixos para as pessoas que preferem a comodidade de uma refeição típica sem ter o trabalho de cozinhar.

Outros estabelecimentos que não oferecem refeições, como a confeitaria Momofuku Milk Bar, do chef David Chang, usam a criatividade para celebrar a data. Assim como no ano passado, as unidades do Momofuku estão oferecendo por tempo limitado o Thanksgiving croissant, recheado com peru e molho de cranberry!

Semana passada passei pela unidade da rua 57 (entre a Quinta e a Sexta avenidas) para provar. A primeira característica que se nota é o peso do croissant. A massa é bem mais densa que o salgado tradicional, para suportar o recheio. A combinação do peru desfiado e do discreto adocicado do molho de cranberry é deliciosa. O Thanksgiving croissant é vendido por US$ 4,50 e são produzidos apenas algumas unidades por dia, por isso é bom chegar pela manhã para garantir.


Se você quiser comer na hora, peça para esquentarem no forninho do local. O lugar não oferece mesas com cadeiras, apenas uma discreta bancadinha para comer em pé. Se aguentar, prove uma das deliciosas sobremesas, como o sorvete de cereal e leite ou as trufas de bolo.

 

Acesse o link para mais informações sobre as unidades e horários de funcionamento do Momofuku Milk Bar: http://milkbarstore.com/main/stores/

 

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 01h22

17/10/2013

Dois festivais de rua neste final de semana em Nova Iorque


Pelo menos dois festivais de comida de rua imperdíveis acontecem neste final de semana em Nova Iorque.

Em sua quinta temporada, o Madison Square Eats começou em 26 de Setembro e se estende até o dia 25 de Outubro. São dezenas de barracas de badalados restaurantes, padarias e trailers de comida organizados em um agradável espaço do lado oposto ao Madison Square Park, na equina da rua 23 com a Quinta Avenida. Em edições anteriores, além de comida, havia também barraquinhas de artesanato e especiarias.

Outro festival que acontecerá somente neste domingo, das dez da manhã às cinco da tarde, é o Grub Street Food, na região do Lower East Side.

O tempo de Outono na cidade continua ameno, em torno de 20 graus durante o dia, o que proporciona um dia perfeito para uma refeição ao ao livre!

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 17h48

07/04/2013

Explorando o Lower East Side - Saro Bistro


Tempos atrás reparei que eu conhecia pouco a área do Lower East Side, relativamente próxima a Chinatown, mas com acesso mais limitado por transporte público. Resolvi então pesquisar os melhores restaurantes da região e programar uma série de degustações.


O Lower East Side, ou LES, como é conhecido, é uma área mais alternativa da cidade, repleta de jovens pela proximidade de universidades, como a NYU. Muitos chefs em início de carreira e outros mais famosos, como David Chang, da rede Momofuku, escolheram o bairro para abrir estabelecimentos moderninhos. Os restaurantes mais famosos da região se concentram em mexicanos, asiáticos e alguns bistrôs franceses.


Para um brunch de domingo, escolhi o Saro Bistro, de propriedade do chef de origem iugoslava Eran Elhalal. O menu segue influência de pratos sazonais do leste europeu e primam por ingredientes sempre frescos, comprados diariamente no mercado local.


O local, bem pequeno e rústico, é uma viagem ao passado, com piso e mesas de madeira escura e dezenas de louças de porcelana na parede. Ao entrar, é como se estivesse entrando na sala de um amigo. Os pratos são delicadamente servidos em louças de porcelana antigas que acentuam o ambiente e os pratos caseiros do lugar.


Todos os pratos do brunch do Saro Bistro são acompanhados por refil grátis de café coado ou chá. Melhor ainda é o mini doughnut quentinho que acompanha (pena vir só um!).




As duas atendentes, também provenientes do leste europeu, explicam pacientemente os pratos típicos do cardápio, que mantêm os nomes dos países de origem. Para os que não estão propensos a se aventurar nos pratos da região, o menu do brunch oferece também itens típicos do café da manhã americano.


No dia da visita, provamos dois itens típicos. O Satarash (US$ 13.00), composto de dois ovos assados sobre pimentões refogados ao molho  de tomates. O prato ainda vem acompanhado de uma porção de mini bolinhos de milho fritos e torradas. A combinação ao se comer o ovo (com a gema mole) sobre o cozido levemente adocicado dos pimentões com as torradas é bem saborosa e leve para um café da manhã.  


O segundo prato que provamos foi o Pasuji (US$ 14.00), também com dois ovos assados sobre feijão branco cozido por horas com pedaços de linguiça defumada. Um prato bem diferente e com temperos marcantes.


Para a sobremesa, acabamos não resistindo e pedimos uma porção dos mesmos mini doughnuts (Saro Doughnuts - US$ 8.00). A porção da sobremesa vem com 3 bolinhos, acompanhados por uma geléia caseira de laranja. Combinação perfeita para finalizar o café com leite!




O bistro também oferece uma interessante lista de vinhos típicos dos países da região, principalmente da Croácia e da Eslovênia.


Aproveitando a ocasião, demos uma olhada no menu do jantar (que varia de acordo com a disponibilidade de ingredientes da estação) e já estamos programando uma próxima visita.



 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 14h45

05/03/2013

South Street Seaport após a Sandy


Este primeiro post de volta ao Menu da Gula é, na verdade, uma nota sobre a triste realidade dos restaurantes na região de South Street Seaport.

A South Street Seaport, famosa área portuária turística no sul de Manhattan, concentrava diversas lojas e restaurantes em uma agradável região caracterizada por ruas de paralelepípedos e mesas nas calçadas. Até que, em Outubro de 2012, a tempestade Sandy devastou diversas áreas do Caribe e da costa leste dos Estados Unidos.

Além das lojas, a maior parte dos restaurantes da área foi destruída e vários continuam fechados. Os equipamentos e estoques de alimentos, que se localizavam no subsolo, foram completamente estragados pela água, como foi o caso do restaurante Barbarini, já postado neste blog e um dos meus italianos preferidos até então.




Atualmente, apenas poucos restaurantes conseguiram reabrir as portas, como o MarkJoseph Steakhouse, o italiano Acqua, o Cowgirl Sea-Horse e outros bares. Ainda há muita construção sendo feita no local para que o turismo volte ao normal.

Às pessoas que pretendem visitar Nova Iorque, não deixem de frequentar os restaurantes ainda abertos na região. Além de serem de muito boa qualidade, seus proprietários são, em geral, pequenos empreendedores que perderam tudo na enchente e precisam dos clientes para que possam continuar no negócio.

Já o Barbarini, infelizmente, não reabrirá suas portas. Os dois casais de sócios se dividiram e pretendem cada um abrir um novo negócio no futuro. Adeus, Barbarini.

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Por Liana Wang às 23h10

06/08/2012

A melhor comida grega fica no Queens

Amo comida grega e nada melhor que perguntar a uma nativa que mora em Nova Iorque há anos onde encontrar a melhor na cidade. Foi assim que cheguei ao Taverna Kyclades, um simpático restaurante em Astoria, no Queens. Não por acaso, fica em um bairro que possui uma grande comunidade grega, com uma alta concentração de restaurantes e cafés do país.

Uma hora no metrô e meia hora de espera (normalmente é o tempo mínimo em qualquer hora do dia) definitivamente valem a pena para saborear deliciosos pratos mediterrâneos com sabor bem caseiro.

É impossível não encontrar o restaurante com o longo toldo azul com tema marítimo, mesas na calçada e fila na porta.

Para começar, provamos a famosa salada grega do lugar (Peasant salad – US$ 8.50 a porção pequena). Só a apresentação por si já abre o apetite, com tomates e pepinos cortados e um enorme pedaço de queijo feta pronto para ser despedaçado. A porção pequena é suficiente para no mínimo três a quatro pessoas como entrada. Em seguida, pedimos uma porção de polvo grelhado, bem fresco e macio, temperado com sal, azeite e um pouco de vinagre (Grilled octopus – US$ 15.95).

Para o prato principal dividimos uma porção de sardinhas grelhadas (Grilled sardines – US$ 13.95), que também podem ser fritas. Todos os pratos principais tem direito a um acompanhamento, que pode ser arroz, fritas, salada de beterraba ou batatas ao limão. Por ser muito comentada, pedimos as batatas ao limão, que vêm cozidas, sem casca e temperadas com um molho de limão.

Há ainda muitas outras opções no cardápio da Taverna, que é especialmente famosa pelos pratos de frutos do mar. Há vários pratos de peixes servidos inteiros, fritos ou grelhados. As porções são bem generosas e os preços convidativos. A sobremesa, que normalmente é um doce típico, é por conta da casa. Mas, infelizmente, no dia da visita já havia acabado.

 

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Por Liana Wang às 21h44

28/07/2012

Petrossian Cafe

 
 
Nova Iorque possui diversos bistros e cafés franceses que oferecem itens típicos das padarias parisienses, como croissants, tartines, baguetes, etc. Mas o difícil é saber aonde encontrar os quitutes com o sabor e a textura mais próximos do original.

Um dia um colega francês em Nova Iorque levou ao trabalho um pacote de croissants do Petrossian Cafe. De acordo com ele, os croissants de lá são tão bons quanto os encontrados em Paris. Assim que provei, pude sentir a diferença de tantos outros que eu havia provado até então. Crocante por fora, bem macio e amanteigado por dentro.

O Petrossian Cafe fica bem próximo ao famoso restaurante de mesmo nome, o Petrossian. Ambos ficam na rua 57 com a 7ª Avenida, bem próximos ao Central Park. Logo na entrada, um display com tortas de frutas e sorvetes chama a atenção. Depois segue-se um longo balcão com baguetes, croissants (tradicional, de amêndoas, de chocolate e de pistache) e outros quitutes. Do lado oposto, outro longo balcão vende os famosos potinhos de caviar do Petrossian (considerado um dos melhores da cidade), foie gras, pacotes de salmão defumado e outras iguarias.

Ao fundo do café ficam algumas mesas onde é possível saborear um delicioso café da manhã ou lanche da tarde. Na dúvida do que pedir, há diversas opções de combinados no cardápio. No dia da visita provamos o Petrossian Breakfast (US$ 17,50), composto de uma fatia de salmão defumado, ovos mexidos, bacon, geleia, torradas, suco de laranja e café ou chá. Outro que pedimos foi o French Breakfast (US$ 14,75), com um croissant tradicional, um pão com passas, baguete, geleia, manteiga, suco de laranja e café ou chá. Os pratos são bem servidos e os itens fresquissimos.

Para finalizar, pedimos um delicioso folheado de pistache, recheado com damasco seco e creme de amêndoas. Este, aliás, é o meu preferido de lá. O folheado possui a textura do croissant, com pedaços de pistache por cima e um leve creme com o damasco seco que dá um sabor doce e frutado à massa.

O Petrossian também possui uma unidade em São Paulo, mas não tive a oportunidade de provar.

 

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Por Liana Wang às 01h33

05/06/2012

Brunch no Bubby's

 
A região de Tribeca, em Manhattan, é famosa por seus inúmeros cafés com mesas ao ar livre e alguns dos mais famosos restaurantes italianos da cidade. Localizada ao lado oeste do rio Hudson, um passeio no bairro pela manhã margeando o rio é imperdível.

Para começar o dia, nada melhor que um brunch no Bubby´s, um agradável misto de café e restaurante que fica aberto 24 horas. Se for durante o final de semana, é altamente recomendável chegar cedo, pois a fila costuma ser longa.

O Bubby´s oferece um menu baseado em receitas tipicamente americanas, com ingredientes frescos e orgânicos. Para o brunch, não deixe de pedir uma porção dos famosos biscuits (pãezinhos amanteigados bem aerados), que são servidos quentinhos à mesa. Os biscuits não estão no cardápio, mas são servidos durante o dia todo.

Outro item clássico a provar são as pancakes, as famosas panquecas que os americanos adoram comer no café da manhã. As pancakes são levemente adocicadas e podem vir em diferentes variações. Provei o meu sabor preferido, que é o de mirtilo ou blueberries (Wild Maine Blueberry Pancakes – US$ 17.00). A porção é enorme, ótima para dividir em até quatro pessoas. A massa veio super aerada, com os blueberries frescos misturados à calda não muito doce.

Outros dois pratos que pedimos foram um especial do dia, com omelete recheado de lagosta, batatas rústicas assadas e torradas; e o “huevos rancheros”, composto de ovos (você escolhe o estilo – omelete, cozido, frito, etc) ao molho de tomate, arroz temperado e feijão preto (Huevos Rancheros – US$ 18.00).


Infelizmente não houve mais espaço para provar as famosas tortas do lugar e deixei para uma próxima visita.

O ambiente do Bubby´s é bem aconchegante, com piso e mesas de madeira rústica e janelas grandes. Do lado de fora, cadeiras (na verdade bancos) de balanço amenizam a longa espera nos horários mais concorridos.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 00h02

23/05/2012

Tamarind Tribeca

 
O Tamarind é um restaurante indiano sofisticado que possui dois endereços em Manhattan. A unidade mais recente, em Tribeca, ocupa um espaço amplo e muito agradável, com piso de madeira clara, pé direito duplo e móveis em tom claro.

No almoço oferece um excelente menu executivo prix-fixe por apenas US$ 25,00, com opções de uma entrada, dois pratos principais e uma sobremesa.

No dia da visita provamos como entradas uma porção de camarão ao molho de curry e um bolinho feito com banana da terra frita. Ambas as entradas eram muito bem preparadas e leves.

De pratos principais, pedimos um delicioso cozido de carneiro, cuja carne se despedaçava de tão macia, uma linguiça artesanal de frango, e um peixe ao curry. As duas opções de pratos principais escolhidas vêm no mesmo prato acompanhadas de arroz. Além disso, uma porção do famoso pão nan é servida juntamente com legumes ao molho de tomate.

Para a sobremesa, provamos um delicioso sorbet de manga ao estilo indiano (mais consistente que o tradicional sorvete que conhecemos) e um pudim de tamarindo, bem fresco e não muito doce.

Além da comida deliciosa, o serviço do Tamarind é excepcional, um dos melhores que já presenciei na cidade.

Quero agora voltar para o jantar, que possui um menu a la carte com pratos diferentes das opções do almoço.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 00h03

27/04/2012

The Breslin

 
 

Para quem gosta do ambiente de um típico bar londrino, ou pub, mas está cansado dos usuais petiscos gordurosos servidos nestes lugares, o The Breslin é uma excelente opção para unir gastronomia de alto nível em um pub em Manhattan.

A chef e proprietária do The Breslin é April Bloomfield, que surgiu na cena gastronômica de Nova Iorque em 2005, no então badalado gastropub The Spotted Pig. Desde então, ela tem recebido diversos elogios pelos principais críticos gastronômicos, tendo inclusive recebido uma estrela no Guia Michelin. April é conhecida por sua ousadia e criatividade nos pratos, principalmente com o uso de carne de porco e carneiro.

O The Breslin, localizado no interior do Hotel Ace, em Midtown, está sempre lotado e com uma longa fila de espera (o local não aceita reservas). Tivemos sorte no dia da visita ao conseguirmos uma mesa logo na chegada, talvez porque já passava das 11 horas da noite.

Após uma pesquisa sobre os pratos imperdíveis a provar, pedimos como entradas um patê de fígado de frango caseiro com geléia, acompanhado de torradas (Chicken liver parfait with madeira jelly – US$ 9) e um Scotch Egg (US$ 8). O Scotch Egg é uma clássica receita inglesa servida em pubs, que consiste em um ovo cozido envolvido com carne de linguiça e coberto por farinha de rosca e frito em óleo. Creio que foi o prato que mais me surpreendeu e agradou. Apesar de parecer um bolinho de ovo, popular nas padarias brasileiras, a única semelhança é a aparência. O Scotch Egg é bem mais crocante e a camada intermediária de carne de linguiça faz um complemento perfeito com o ovo, que vem com a gema mole.

Partimos para o prato principal, que só poderia ser o famoso hambúrguer com carne de cordeiro, queijo feta e maionese de cominho (Chargrilled lamb burger with feta, cumin mayo & thrice cooked chips – US$ 21). O hambúrguer vem em um pão redondo parecido com a ciabatta, com uma certa crocância por fora. A carne de cordeiro possui um sabor mais marcante que a bovina e faz uma agradável surpresa aos amantes de hamburguer. Melhor ainda é a porção de fritas. Como citado no cardápio, as fatias de batata são fritas três vezes, deixando a casca bem crocante e o interior parecendo purê. Imperdível!

Ainda há muitos itens no menu do The Breslin que estão na minha lista para próximas visitas. A composição dos pratos, incluindo as sobremesas, foge do convencional.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 00h04

31/03/2012

Brunch grego em Filadélfia

 

Um dos passeios próximos a Nova Ioque é a cidade de Filadélfia, no Estado da Pensilvânia. Além das inúmeras atrações turísticas relacionadas à sua importância na história dos Estados Unidos, a cidade também é famosa por suas diversas opções gastronômicas.

Para começar bem o dia, nada melhor que um brunch no Kanella, uma típica taverna grega muito popular em Philly, como a cidade é conhecida. O pequeno e aconchegante restaurante costuma ficar lotado, sendo a reserva altamente recomendada.

Durante a visita, começamos com um dos pratos especiais do dia, uma porção de sardinhas grelhadas sobre legumes, bem frescas e temperadas com sal e bastante azeite de oliva. Para o brunch, pedimos mais três pratos: um com uma amostra de especialidades gregas, composta por charutinhos de folha de uva, saladinha tabouli, falafel, berinjela frita e pão pita (Kanella platter – US$ 12,00); um gyro, com linguiça caseira no pão pita acompanhado por fritas gregas e molho tahini (Loukaniko and Sieftali Kebab – US$ 13,00); e um café da manhã mais ao estilo americano, com ovos, feijão branco, linguiça, bacon, tomate grelhado e torradas (English Breakfast – US$ 11,00).

Para terminar, provamos uma receita da proprietária do Kanella, uma espécie de bolo bem consistente feito com côco, tâmaras e avelâs, cobertos com uma calda de laranja e tâmaras (Chef´s mother coconut, date and hazelnut cake – US$ 4,00). O bolo é mais parecido com um doce, ótimo para acompanhar um café ao final da refeição.

 

Todos os pratos são bem servidos e caseiros, preparados com ingredientes naturais e frescos.

 

Por Liana Wang às 17h11

06/03/2012

Katsu-Hama

Uma dica para um almoço (ou jantar) durante um passeio entre as lojas da quinta avenida próximo ao Central Park é o Katsu-Hama. Como o nome sugere, este autêntico e aconchegante restaurante japonês é especializado no popular prato conhecido por katsu, que consiste em fatias finas de carne de porco ou frango à milanesa.

Todas as opções de katsu são acompanhadas de arroz branco e salada de repolho finamente ralado (não deixe de colocar o molho especial sobre a salada, simplesmente viciante).

Entre 11:30 e 15h, há um menu especial de almoço que oferece uma variedade de combinados, incluindo o katsu servido com o famoso curry japonês (Chicken Katsu Curry – US$ 11; Hire Katsu Curry – US$ 12 ou Kurobuta Rosu Katsu Curry – US$ 15), uma combinação perfeita para os dias mais frios.

E para quem quer provar uma amostra dos pratos mais populares da culinária japonesa, o Dilly Lunch Box (US$ 16) é uma ótima pedida. Além de uma porção do katsu, a bandeja com divisórias vem com fatias de sashimi, salada e outros aperitivos frios. Para completar, o combinado vem ainda com uma tigela de arroz branco e de macarrão, que pode ser udon ou sobá.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 01h00

25/02/2012

La Churreria

  

Um apertado mas simpático café espanhol especializado em churros inaugurou recentemente no bairro de Nolita, próximo ao Soho, em Nova Iorque.

Apesar de também oferecer a versão recheada que conhecemos, o mais popular da La Churreria são os quitutes fininhos e sem recheio, apenas polvilhados com açúcar. Os churros saem quentinhos da cozinha e vêm acompanhados de uma xícara com chocolate para molhar.

 

Para quem busca um lanche rápido durante o dia, a La Churreria também oferece um enxuto menu com opções de sanduíches preparados na hora. Se você estiver com pressa, pode pedir seus churros em cones de papel para viagem.

La Churreria: 284 Mulberry Street (entre as ruas East Houston e Prince)

 

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Por Liana Wang às 23h41

13/02/2012

Food Truck III - Souvlaki

Outro trailer de comida bem popular em Manhattan é o Souvlaki, especializado nos famosos “sanduíches” e outras comidinhas de rua gregos.

O souvlaki (conhecido também por gyro) é o pão pita recheado com um tipo de carne grelhada e acompanhado por um molho branco conhecido por tzatziki, à base de iogurte, pepino, alho e hortelã ou outra erva, cebola e tomate.

Além dos sanduíches (chicken or pork pita – US$ 4,50), o trailer também oferece itens como os famosos espetinhos de carne (chicken or pork souvlaki stix – US$ 2,00), saladas (US$ 7 a US$ 10,00) e porções de fritas à moda grega, cobertas com queijo feta, orégano, sal e pimenta do reino (Greek fries – US$ 5,00).

Devido à popularidade do Souvlaki, os fundadores inauguraram também um restaurante na região de Lower East Side, no sudeste da ilha.

Para saber a localização do trailer que varia durante cada dia da semana, basta segui-los no twitter (@souvlakitruck)!

 

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Por Liana Wang às 02h02

28/01/2012

Shabu Shabu em Flushing, Nova Iorque

O hot pot ou shabu shabu é a versão dos chineses, japoneses e coreanos para o fondue suíço. Mas, ao invés do queijo ou chocolate derretidos, a versão oriental é baseada em um caldo, aonde diversos ingredientes são cozidos aos poucos.

No restaurantes de shabu shabu, uma panela elétrica com o caldo é colocada no centro da mesa, assim como diversos pratos com os ingredientes crus a serem cozidos: carnes diversas finamente fatiadas, frutos do mar, verduras e legumes, etc. Cada pessoa então possui uma espécie de mini concha para cozinhar e “pescar” os ingredientes após alguns segundos na sopa quente. Depois disso, usam-se diversos tipos de molhos, como shoyu, pimenta, alho, etc., para saborear a comida.

Assim como Chinatown em Manhattan, o bairro de Flushing, em Nova Iorque, é conhecido por concentrar uma grande comunidade chinesa e coreana. Dizem até que os restaurantes chineses e coreanos de Flushing são mais autênticos que os de Manhattan por serem habitados por imigrantes que vieram em anos mais recentes.

Aproveitamos um dia frio do inverno da cidade para conhecer uma das casas de shabu shabu de Flushing. O Minni's Shabu Shabu é um restaurante moderno, com decoração em madeira clara e bastante frequentado por jovens. Mas o grande diferencial deste lugar é que, ao invés de uma panela por mesa, cada cliente possui sua própria panelinha com caldo para cozinhar seus ingredientes. Além de facilitar para os que estão mais distantes do centro da mesa, é também mais higiênico.

Para começar, cada pessoa escolhe o ingrediente principal de seu shabu shabu, que pode ser carne (bife, carneiro, porco, frango), frutos do mar, vegetariano ou combo (mistura de dois ou mais tipos). Todos eles vêm acompanhados de uma variedade de verduras. Além disso, há diversos outros itens no menu que podem ser pedidos separadamente para complementar seu shabu shabu, como porções de tofu, cogumelos, vieiras, ostras, udon, tripa, etc. (Side orders – US$ 1,50 a US$ 8,25 a porção).

Enquanto espera-se pela chegada dos pratos, as pessoas se dirigem para a extensa mesa de molhos. Estes podem ser colocados separadamente em cada tigela ou pode-se montar seu próprio misturando-se um pouco de cada.

A experiência é bem divertida para apreciar com os amigos, além de ser uma comida saudável e saborosa, principalmente nos dias de inverno.

 

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Por Liana Wang às 01h08

10/01/2012

Food Truck II - Wafels & Dinges

 
O Wafels & Dinges é um dos food trucks (trailers de comida que enchem as ruas de Nova Iorque todos os dias) mais populares da cidade. Pintado todo em amarelo, este chamativo trailer já possui pelo menos quatro unidades que ficam estacionados em diferentes pontos. Além disso, participam frequentemente de feirinhas temporárias, como nos holiday markets que ocorreram na época de natal.

Como o nome diz, os carrinhos servem os famosos wafels, oferecidos em duas versões: o clássico de Bruxelas (Brussels Wafel), mais aerado e crocante por fora, e o Liege wafel, mais denso e com pedacinhos de açúcar no meio da massa. Ambos são vendidos a US$ 5,00 com direito a uma cobertura. A variedade de toppings, ou “dinges”, como está no menu, é grande, com opções como marshmallows, morango, banana, calda de chocolate, nutella, doce de leite, etc.

Apesar de serem saborosos, os wafels não são produzidos pela rede, mas importados da Bélgica. Há relatos (com fotos publicadas), inclusive, de que em alguns eventos em que os importados se esgotaram, a rede utilizou wafels de uma empresa de New Jersey.

Vale a pena experimentar, mas meu wafel preferido continua sendo o simples e caseiro da rede Le Pain Quotidien, que vem quentinho à mesa, coberto com um pouco de açúcar de confeiteiro e frutas vermelhas frescas.

 

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Por Liana Wang às 02h30

04/01/2012

Restaurant Week 2012 em Nova Iorque

 
A edição de inverno do Restaurant Week 2012 em Nova Iorque começará no próximo dia 16 de janeiro e se estenderá até o dia 10 de fevereiro.

O menu possui preço fixo de US$ 24,07 para o almoço e US$ 35 para o jantar, válido de segunda a sexta.

Para verificar a lista de restaurantes participantes, assim como o menu durante o evento, basta acessar o site: http://www.nycgo.com/restaurantweek.

É altamente recomendável fazer reserva com antecedência, ligando para o próprio estabelecimento ou pelo site: www.opentable.com. 

 

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Por Liana Wang às 22h19

30/12/2011

Comida Shanghainesa no Nice Green Bo

Já ouvi muitas pessoas que visitaram Nova Iorque dizerem que acharam a cidade cara em relação à gastronomia - talvez porque se limitaram às opções em pontos turísticos, seja pela falta de tempo ou de informação.

Mas, assim como na maioria das cidades, há opções para todos os gostos e bolsos. Chinatown, para mim, é imbatível na relação custo-benefício quando quero uma refeição caseira, rápida, bem servida (no sentido de generosas porções) e baratíssima. Por outro lado, perde-se na decoração, serviço e, em alguns casos, higiene.

Já postei alguns lugares, como o cantonês Big Wong, o vietnamita Pho Viet Huong e a casa de dim sum Golden Unicorn. Outro dentre os meus favoritos no bairro é o Nice Green Bo, restaurante de comida Shanghainesa.

O lugar é famoso por seus xiao long bao, bolinhos a vapor recheados com carne de porco (Steamed Tiny Buns – US$ 4,25), um item típico de Shanghai e pedido obrigatório na visita ao restaurante. A porção, servida em um steamer de alumínio forrado com folhas de acelga, vem com oito bolinhos e normalmente é pedida como entrada. As pessoas que nunca provaram devem ter cuidado na hora de saborear. Dentro do bolinho, além da carne de porco, vem um caldinho fervendo. O melhor jeito de se comer é pegar o bolinho com o hashi e apoiá-lo sobre a colher. Em seguida, você morde a ponta da massa e vira levemente o bolinho para que o caldo escorra na colher. Você toma o caldinho e finalmente molha o xiao long bao no molho de soja com lascas de gengibre que acompanham o prato.

Há também diversas opções de guiozas no cardápio, preparados tanto no vapor como fritos. Provamos a versão vegetariana no vapor (Steamed vegetable dumplings - US$ 4.25), uma opção mais leve e também saborosa.

Normalmente os pratos nos restaurantes chineses são servidos em grandes porções para serem divididas entre as pessoas na mesa. Mas se você estiver sozinho ou em apenas duas pessoas, vale a pena olhar a última página do cardápio, na seção “over rice”, que na tradução literal significa “sobre o arroz”. Estes pratos são porções individuais de arroz com um acompanhamento, como carne com brócolis, frutos do mar, berinjela, etc. E o melhor de tudo é o preço, que varia de US$ 4,75 a US$ 6,00. Mais barato e muito mais saboroso que comer em lanchonetes fast food.

Um dos meus pratos favoritos, talvez por me lembrar da comida de casa, é o de carne bovina em fatias com uma espécie de pepino bem amargo (Beef with bitter melon over rice – US$ 4,75). Talvez não seja para o paladar da maioria das pessoas, pois o pepino lembra o amargo do jiló. Já a foto da direita é uma outra entradinha bem típica de Shanghai, uma panqueca frita com cebolinha (Scallion pancake – US$ 1,50).

Abaixo seguem outros pratos que já provei e recomendo no restaurante: a berinjela ao molho de alho, que possui a opção do prato apenas com a berinjela ou na seção “over rice” por US$ 4,75 (Eggplant with garlic sauce); pedaços de barriga do porco com casca de tofu (Pork with bean curd skin – US$ 7,95); costelinha de porco frita com sal e pimenta (Pork chop with salted pepper – US$ 8,25).

Assim como a maioria dos restaurantes em Chinatown, o ambiente no Nice Green Bo é bem simples e apertado, com poucas mesas (não é raro ter que dividir a mesa com outras pessoas). Mas a qualidade e preço da comida certamente valem a visita!

Endereço: 66 Bayard Street (entre as ruas Elizabeth e Mott, em Chinatown)

 

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Por Liana Wang às 03h06

15/12/2011

Ramen do Ippudo para o inverno de Nova Iorque

 
O inverno chegou aqui no Hemisfério Norte e uma das minhas refeições preferidas em um dia de frio é saborear uma tigela de ramen japonês. Este, erroneamente conhecido como “miojo” por nós, é um macarrão à base de ovos e saboreado com um caldo. Mas o verdadeiro ramen é muito diferente dos pacotinhos de macarrão instantâneo que enchem as prateleiras dos supermercados e utilizados quando não há mais nada para se comer em casa.

O Ippudo é uma das dezenas de casas especializadas em ramen em Nova Iorque e, apesar de pertencer a uma rede com mais de 43 pontos no Japão, é frequentemente considerado o melhor nesta categoria de restaurante. É só notar pela fila que se forma lá diariamente (o lugar não aceita reservas), que pode chegar a mais de duas horas nos horários de pico.

Logo na entrada, um bar serve petiscos e bebidas enquanto a multidão aguarda por uma mesa. O ambiente é bem moderninho, com música alta e decoração diferenciada. Das mesas, é possível observar a movimentação da cozinha.

Embora a estrela seja o ramen, o menu é extenso, com diversas opções de entradinhas quentes e frias, além de pratos principais incluindo tofu (queijo de soja), camarões, costelinha de porco, pato, peixes e bife.

No dia da visita, após uma espera de quase uma hora em um dia de semana, provamos como entrada uma lula defumada sobre saladinha de endívia, algas, broto de feijão e macarrãozinho de arroz ao molho levemente apimentado (“Piri-kara” Ika Sansai – US$ 8). Bem leve e com uma ótima combinação de texturas crocantes.

Logo depois provamos dois ramens. Um à base de caldo de frango e miso, acompanhado de fatias de carne de porco e verduras, como repolho, bambu, cebolinha, etc. (Kogashi Miso Ramen – US$ 16). O outro sabor foi um dos mais populares do lugar, com um caldo bem temperado cuja base é segredo da casa. Além das fatias de porco e verduras, vem sobre o macarrão um molho avermelhado para ser misturado ao caldo na hora de comer (Akamaru Modern – US$ 15). Além dos ingredientes já incluídos no ramen, você pode solicitar acompanhamentos extras, como ovo cozido (Nitamago – US$ 2), filé de bacon cozido (kakuni – US$ 4), folha de mostarda (Leaf mustard – US$ 3) e outros.

Sem dúvida foi o melhor ramen que já provei. Além do caldo saborosíssimo, o macarrão, feito no próprio lugar, possui uma consistência perfeita, mais “al dente” e leve que nas demais casas. Outro item bacana é que você pode solicitar uma porção extra do macarrão pelo preço de US$ 2 (Kae-dama).

Para finalizar, pedimos uma sobremesa de pudim de tofu com uma bola de sorvete de chá verde (você pode escolher outro sabor). Deliciosa!

Apesar de possuir preços mais altos em relação aos concorrentes, o Ippudo não deixa de ser uma refeição relativamente barata. Vale a pena o tempo de espera.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 22h06

02/12/2011

Feirinhas de Natal em Nova Iorque

 
O Natal está chegando e Nova Iorque já está se preparando com sua linda decoração nas ruas e lojas. Para quem tiver a oportunidade de passar alguns dias em dezembro na cidade, há uma série de feiras de natal a céu aberto acontecendo, com diversas barraquinhas de bijuterias, semi-jóias, artesanato e comidinhas.

Visitei a feirinha de Union Square esses dias e fiquei impressionada com o tamanho e a organização do espaço. Há até um estande de informações com distribuição de folheto com o mapa e a listagem dos expositores. Os produtos oferecidos são de ótima qualidade e há excelentes opções de presentes para quem busca algo diferente e artesanal.

Dentre as opções gastronômicas, há o famoso Wafel & Dinges, que tem alguns food trucks rodando pela cidade oferecendo deliciosos wafels belgas com diversas opções de cobertura; a Nunu Chocolates, um café e loja de chocolates caseiros do Brooklyn; além de barracas de sopas, pretzels, cidra de maçã e muito mais.

Durante a visita, provei duas barracas que considero imperdíveis: a Macaron Parlour, uma patisserie de macarons franceses com sabores inusitados como bacon caramelizado com cream cheese de maple; gergelim com sorvete de cookies & cream; figo; chá earl grey; etc. Os docinhos são deliciosos, com ingredientes de excelente qualidade, vendidos a US$ 2,50 a unidade.

A outra barraca que visitei foi a Mighty Balls, especializada em almôndegas. A empresa é formada por duas mulheres cujas famílias já possuem tradição no ramo de restaurantes. Por enquanto elas participam apenas de feiras e eventos pela cidade, mas possuem a intenção de abrir um food truck no futuro. As almôndegas são oferecidas na versão com carne de porco, de boi, ou vegetariana. Além disso, pode-se pedir a porção apenas com as almôndegas; um mini hamburguer com uma almôndega grande (slider – US$ 3,00) ou um sanduíche longo com três almôndegas (Hero - US$ 8,00). Outro diferencial são as opções de molhos para acompanhar as almôndegas: além do tradicional de tomate, há deliciosas combinações como geléia de pimenta; molho de cebola; cranberry, etc. Seguindo uma das sugestões do cardápio, provei um mini hambúrguer de almôndega de carne de porco com geléia de pimenta jalapeño. Para a minha surpresa, esta barraquinha, que até então eu nunca havia ouvido falar, serviu uma das melhores almôndegas que já provei. A carne veio levemente tostada por fora e extremamente macia e suculenta por dentro. O pão, que elas compram de uma padaria, estava bem macio e o molho adocicado e bem apimentado do jalapeño realçou ainda mais o sabor da carne.

A feira de Natal da Union Square funciona todos os dias das 11h às 20h até o dia 24 de dezembro. Às segundas, quartas, sextas e sábados, ocorre no espaço ao lado a tradicional feira de orgânicos, que continua em funcionamento paralelamente àquela.

Outras feiras de Natal bem conhecidas e que já estão abertas são as de Columbus Circle (rua 59 com a Broadway); Bryant Park e a da Estação Grand Central, a única que é coberta.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 03h07

30/11/2011

Almoço de Ação de Graças no DBGB

 
O Thanksgiving, ou Dia de Ação de Graças, é um dos feriados mais importantes nos Estados Unidos e no Canadá, talvez tanto ou mais que o Natal. Os americanos comemoram a data na última Quinta-feira de Novembro, reunindo-se em família para um típico almoço ou jantar. No comércio, o Thanksgiving é comemorado durante todo o fim de semana, com grandes descontos para os consumidores.

Os restaurantes de Nova Iorque também preparam um cardápio especial para a data, normalmente oferecendo um menu prix-fixe com direito a uma opcão de entrada, um prato principal e uma sobremesa.

Este ano aproveitei a data para provar um menu prix-fixe especial de Thanksgiving no DBGB Kitchen & Bar, um dos restaurantes do renomado chef Daniel Bouloud. Com um ambiente mais despojado e preços mais convidativos que os outros, o DBGB é famoso por suas linguiças caseiras (são 14 variedades) e seus hambúrgueres, aliando em sua cozinha pratos de influência francesa e americana.

Para começar, provei um delicioso patê de porco e fígado de frango (Pate Campagnard), acompanhado de pão  fresquinho. Esta entrada é oferecida também no menu regular do restaurante. De prato principal, não pude deixar de pedir o mais típico para a data: peru acompanhado de farofa bem molhadinha e molho de cranberry, uma frutinha cítrica típica do país. O prato veio muito bem servido com três generosas fatias de peito de peru,  um delicioso “bolinho” frito recheado com a carne desfiada da coxa do peru e uma porção de couve de bruxelas - uma espécie de mini repolhos -  assada.

Para a sobremesa, pedimos duas bem características dos americanos: uma torta de abóbora (Pumpkin Tart) e um pudim de pão (Bread Pudding). A torta estava deliciosa, não muito doce, acompanhada de sorvete de abóbora e mini cubos de marshmallow torrados, pecã e farofa doce.

 

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 00h08

23/11/2011

Sanduíches Cambojanos no Num Pang

 
Num Pang é uma lanchonete que serve deliciosos sanduíches de inspiração cambojana (o nome significa sanduíche naquele país). Servido em um pão crocante de semolina da padaria Parisi, a combinação de sabores é diferente de tudo que já provei.

Com dois endereços em Manhattan, a de Union Square vende a maior parte dos lanches para viagem, apesar de possuir um pequeno espaço no piso superior com um balcão e alguns bancos.

Depois de algumas visitas, pude provar uma boa parte da variedade servida no local. Da esquerda para a direita, em sentido horário: o de almôndegas de vitelo (Hoisin Veal Meatballs – US$ 7); o de bacon caramelizado (Five-Spice Glazed Pork Belly – US$ 7,75); o de camarão com flocos de coco torrados (Coconut Tiger Shrimp – US$ 7,75); o de filé de bagre (Peppercorn Catfish – US$ 7,50) e o de fraldinha (Grilled Skirt Stake – US$ 9,00). Todos os sabores vêm com cenoura ralada, alface, fatias finas de pepino e salsinha.

Apesar de parecer mais como uma lanchonete dentre as várias que existem na cidade, o grande diferencial do Num Pang são os temperos e molhos com toque asiático, que deixam os sanduíches muito mais saborosos. Os meus preferidos foram o de fraldinha, com a carne cortada em fatias e bem macias, e o de bacon (que na verdade é o filé da barriga do porco, diferente do bacon fino e curado que conhecemos), com um tempero levemente adocicado pela caramelização da carne.

Não deixe de provar também a espiga de milho grelhada, que vem com a maionese de chilli da casa e flocos de coco (Grilled Corn on the Cob – US$ 2,50). O milho americano é levemente adocicado, bem diferente do encontrado no Brasil.

A casa oferece também algumas opções de saladas, sopas e diversas bebidas deliciosas, como a limonada de blood orange (Blood Orange Lemonade – US$ 2,50), a cidra quente de gengibre com maçã (Hot Ginger Apple Cider – US$ 2,25) e o chá gelado de jasmin (Green Jasmine Iced Tea – US$ 2,25).

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 00h28

10/11/2011

A pizza do Graziella's no Brooklyn

 
Para quem vem a Nova Iorque, um dos passeios sugeridos em todos os guias turísticos é a travessia da Ponte do Brooklyn, da onde se pode observar os arranha-céus da ilha de Manhattan. Muitas pessoas apenas atravessam a ponte e fazem o caminho de volta, mas o Brooklyn possui diversas atrações (como o museu do Brooklyn e o Jardim Botânico), lojas e ruas agradáveis para um passeio de dia inteiro.

Em relação à gastronomia, há muitos restaurantes famosos e bem avaliados na região, como o já postado steak do Peter Luger, o frango frito do Brooklyn Bowl, além das melhores pizzarias da cidade, como a Grimaldi's, que fica pertinho da ponte. Somando mais um a essa lista, o Graziella's é uma agradável cantina italiana com ambiente familiar e pratos fartos e deliciosos.

Para começar, pedimos uma entrada de mini polvo grelhado no carvão (Grilled Baby Octopus – US$ 11,00). Acho que foi um dos melhores que já provei. O polvo estava bem macio e o fato de ser grelhado no carvão deixava o prato com um sabor especial.

Já para o prato principal, apesar das inúmeras opções de massas caseiras, saladas e sopas, optamos por provar as famosas redondas da casa, que já apareceram inclusive em um popular programa de culinária da TV. No programa, os chefs celebridades comentavam sobre a melhor pizza que já comeram na vida, e um deles mencionou a pizza de rúcula e parmesão do Graziella's.

Seguindo a sugestão deste apresentador, escolhemos uma pizza com dois sabores: meia rúcula com parmesão (Pizza Arugula & Parmesan) e meia de linguiça moída, cogumelos e cebola caramelizada (Pizza Vito). O preço da pizza grande foi de US$ 23,00.

Apesar de soar simples e sem graça, a pizza de rúcula e parmesão surpreendeu pela leveza e sabor. Apenas a massa com o molho de tomate é colocada no forno à lenha e, após quente, a rúcula (nos Estados Unidos há a baby arugula, que é menor e menos apimentada que a rúcula que conhecemos) e o parmesão em lascas finas são colocados frescos sobre a massa assada. O resultado é uma ótima combinação da massa quente e crocante da pizza com o frescor da rúcula crua e do parmesão fatiado na hora. Já a Pizza Vito foi uma ótima opção para saciar a vontade de um sabor mais forte, com a linguiça moída (nada mais é que a carne retirada da linguiça) e a mozzarela fresca derretida (o sabor também é mais leve que a mozzarela usada no Brasil). Excelente para saborear com uma boa taça de vinho.

Para finalizar, provamos duas sobremesas típicas italianas: um tiramissu caseiro, bem cremoso e adocicado no ponto certo (Homemade Tiramissu – US$ 6,00), e um affogatto (US$ 5,00), uma deliciosa e simples combinação de sorvete de creme com café espresso quente jogado sobre ele. As porções das sobremesas são muito bem servidas. Apenas uma delas seria suficiente para dividir entre três pessoas.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 03h18

28/10/2011

Especial New Orleans 8/8: Cochon Butcher

 
Para fechar com chave de ouro a seção Especial New Orleans (e ainda faltaram muitos restaurantes para conferir em uma próxima visita), o Cochon Butcher é um lugar inusitado e excelente para um lanche no fim do dia, acompanhado de uma taça de vinho ou de uma das inúmeras cervejas locais.

O Cochon Butcher é uma mistura de açougue modernizado, lanchonete e wine bar (que eles, de forma perspicaz, chamam de “swine bar”, um trocadilho com a palavra “swine”, suíno em inglês). Logo na entrada, um longo balcão apresenta uma infinidade de terrines, linguiças e outros embutidos feitos no próprio local e vendidos para viagem ou para petiscar em uma das poucas mesas do lugar. Além da seção de frios, destacam-se também diversas opções de sanduíches e até o mac&cheese (popular prato no cardápio dos americanos, que consiste, como o nome diz, em macarrão ao molho de queijos), tudo com uma combinação de ingredientes e temperos que fogem do tradicional.

Como entradinha (bem calórica, por sinal), provamos um sanduiche de pastrami de pato e queijo derretido, servido no pão de forma generosamente passado na manteiga e tostado na chapa (Duck Pastrami Slider – US$ 6). Delicioso!

Em seguida pedimos dois sanduiches bem populares da casa: o de bacon com pepino e molho de hortelã servido no pão de forma (Pork Belly with Mint + Cucumber on White – US$ 10) e o de carne de porco cozida e desfiada com repolho cru ao molho agridoce e levemente apimentado (BBQ Pork “Carolina Style” - US$ 10). O primeiro foi o favorito porque não há como resistir a uma fatia grossa de bacon quentinha no pão...naquela tarde quente de verão em New Orleans, as rodelas frescas de pepino e o molho de hortelã fizeram uma combinação leve e refrescante. Mas o “hambúrguer” de carne de porco desfiada também estava bem saborosa, com a carne bem suculenta e se desmanchando. Este lanche vem acompanhado de salada de batata com maionese e rodelas de pepino em conserva.
 
Ambos os sanduiches ficaram melhores ainda com o inusitado molho de pimenta de batata doce da casa!

O Cochon Butcher também é uma ótima parada para comprar, além dos embutidos, alguns souvenirs, como camisetas e bonés com a logomarca da lanchonete, geléias caseiras, patês e molhos de pimenta (inclusive o de batata doce).

 

Por Liana Wang às 02h33

17/10/2011

Especial New Orleans 7/8: Coquette

 
Situado no agradável bairro do Garden District, o Coquette é um bistro que oferece pratos de inspiração típicos de Louisiana de excelente qualidade a preços bastante razoáveis. O menu prix-fixe do almoço é imperdível: uma refeição completa (entrada, prato principal e sobremesa) por apenas US$ 20,00.

O restaurante ocupa um charmoso casarão construído no fim do século 19 e seu interior lembra um  bistrô francês, com piso azulejado, lustres, balcão de madeira e mobiliário clássico.

Começamos a refeição com um simples mas delicioso couvert (grátis) com pão quentinho e manteiga. O menu do prix-fixe oferece três opções de entrada, prato principal e sobremesa, que variam frequentemente de acordo com os ingredientes da estação. No dia da visita, pedimos como entrada uma salada verde, com alface, rabanete, tomate cereja e abobrinha, perfeita para o escaldante dia de verão em New Orleans. A outra entrada foi uma mini berinjela grelhada com cogumelos ao molho de misô (Roasted Baby Eggplant). O misô formou uma agradável combinação com a berinjela.

Como pratos principais, optamos por um clássico prato da região, o Gulf Shrimp, que são camarões grelhados sobre uma espécie de polenta, tomates cereja e ervilha. Os camarões vieram grandes e frescos, provenientes do próprio estado. O outro prato principal era composto de pedaços de bacon (mais grossos, como filés) levemente caramelizados e acompanhados por folhas de alface, picles e cenoura ralada (Pork Belly Lettuce Wraps). Na hora de comer, colocam-se os ingredientes sobre a folha de alface, que é enrolada como um wrap.

Para uma das sobremesas, escolhemos um prato de beignets acompanhados de molho de chocolate e café. Estavam deliciosos, mas ainda acho os beignets do Cafe du Monde imbatíveis. A outra sobremesa foi um mousse bem aerado de Grand Marnier (um licor composto de uma mistura de conhaque e essência de laranja), com calda e blueberries frescos e lascas de amêndoas caramelizadas.

É altamente recomendável fazer reserva tanto para o almoço quanto para o jantar.

 

Por Liana Wang às 00h46

04/10/2011

Especial New Orleans 6/8: Central Grocery

 
Próximo ao Cafe du Monde, no French Quarter, um pequeno e antigo mercadinho italiano atrai centenas de pessoas todos os dias por causa de um único item: a muffuletta.

A Central Grocery (nao possui página na internet) existe desde 1906 e funciona até hoje sob o comando da mesma família. Seu fundador, um imigrante siciliano, deu origem ao famoso sanduíche que é vendido atualmente em vários outros lugares. A muffuletta é um pão redondo, de aproximadamente 25 centimetros de diâmetro e com textura bem macia, parecida com a focaccia. O recheio inclui alguns dos mais tradicionais embutidos italianos: camadas generosas de salame, copa e presunto, além de queijo, azeitonas e orégano.

Atrás das apertadas prateleiras abarrotadas de produtos típicos (enlatados, embutidos, temperos, etc.), há um estreito balcão com alguns bancos para os clientes que quiserem apreciar a muffuletta no local. Simplesmente se dirija ao caixa e peça pelo sanduiche, que é vendido inteiro (bem servido para 3 pessoas, aproximadamente US$ 14,00) ou pela metade (aproximadamente US$ 8,00).


Mas o melhor mesmo é comprar a muffuletta, que já vem embalada, e andar uns 8 minutos até a Frenchmen St, onde estão localizados alguns dos melhores bares de jazz da cidade. Um deles é o The Spotted Cat Music Club, que possui três apresentações por dia, sete dias por semana. Como o bar não oferece comida, você pode levar sua muffuletta (ou qualquer outro lanche) e comer tranquilamente enquanto assiste a um show de jazz. Programa imperdível.

Central Grocery: 923 Decatur Street, New Orleans

 

Por Liana Wang às 12h09

22/09/2011

Especial New Orleans 5/8: Parkway Bakery & Tavern

 
Em uma rua pouco movimentada e longe dos pontos turísticos de New Orleans, uma simples lanchonete é conhecida por servir os melhores po boys da cidade. Mesmo após mais de cem anos de funcionamento e diferentes donos, o Parkway Bakery & Tavern continua atraindo filas de pessoas atrás de suas famosas baguetes com mais de 25 opções de sabores, incluindo rosbife, peixe, camarões, presunto, vegetariano e até linguiça de crocodilo!

Após pegar o bondinho e andar por aproximadamente dez minutos, chega-se a uma casa de madeira amarela com algumas mesas na varanda. Dentro, o ambiente é bem familiar e simples, e as pessoas vão se sentando e dividindo as mesas como se estivessem na casa de conhecidos. Nas paredes, notam-se objetos que fizeram parte do lugar e quadros que retratam o local antes e depois do furacão Katrina, além de uma foto com o casal Obama, que fez questão de saborear as delícias do lugar.

Os po boys, já mencionados nos posts sobre New Orleans, são uma tradição da cidade e nada mais são do que sanduiches no baguete (no Parkway, o pão é produzido no próprio local e há a opção de escolher outro tipo, como o de hamburguer, hot dog ou de forma), podendo ser recheados com qualquer tipo de carne ou frutos do mar (como peixes, camarões ou ostras à milanesa).

Pedimos duas variedades de po boys (por volta de US$ 9,00 o pequeno, já bem servido para uma pessoa). O mais popular do lugar, o de rosbife (Home-Cooked Hot Roast Beef with Gravy) e o de camarões à milanesa (Golden Fried Shrimp) . Todos os sanduiches incluem alface, tomate, picles e maionese.

O rosbife vem se despedaçando no pão com o delicioso molho caseiro no qual é cozido. Vem tão bem recheado que é necessário começar com a ajuda de um garfo para comer primeiro o excesso de carne que vem caindo pelas bordas. O de camarões também ganhou da versão que provamos no Acme Oyster House, apesar de ambos serem deliciosos. Vieram bem crocantes e sequinhos, também com uma porção bem generosa.

O primeiro acompanhamento foi uma porção de batatas doces fritas (Sweet Potato Fries – US$ 5,00 aproximadamente), que vieram sequinhas e eram simplesmente viciantes. O leve adocicado das batatas formou uma combinação perfeita com os sanduiches.

O outro acompanhamento foi um gumbo de linguiça de crocodilo com caldo à base de frutos do mar (Homemade Alligator Sausage and Seafood Gumbo – US$ 5,00 aproximadamente). Foi a primeira vez que provei carne de crocodilo, ou melhor, linguiça de crocodilo. Assim como quando experimentei a sopa de tartaruga no Felix e no Commander's Palace, tentei não pensar muito no animal antes de saborear o prato. E confesso que foi o melhor gumbo que provei na cidade. A linguiça era deliciosa e não se notava diferença no sabor de uma linguiça de frango, por exemplo. O gumbo (caldo grosso à base de frutos do mar) estava muito bem temperado e seria mais perfeito ainda se tivéssemos ido numa tarde de inverno.

Apesar de ser um pouco fora da rota turística, o Parkway Bakery é certamente mais um lugar que você deve visitar em New Orleans.

 

Por Liana Wang às 22h09

15/09/2011

I Festival de Macarrão da Malasia em NY

  

No próximo dia 27 de Setembro haverá o I Festival de Macarrão da Malasia em Nova Iorque (Malaysia Noodle Festival). O evento será realizado no bairro do Meatpacking District (próximo ao Chelsea), no cruzamento da rua 14 com a Nona Avenida.

Diversos restaurantes malaios ou com influência deste país participarão oferecendo pratos de macarrão a um custo de US$ 4.00 a US$ 8.00.

O festival ocorrerá apenas no dia 27 (terça-feira), das 11h30 às 15h.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 14h54

13/09/2011

Especial New Orleans 4/8: Commander's Palace

 
Para uma noite especial em New Orleans, reserve um jantar no premiado Commander's Palace, um dos restaurantes mais tradicionais e luxuosos da cidade. Localizado em uma rua tranquila do Garden District, o local atrai turistas e moradores trajando roupas elegantes (não é permitida a entrada com shorts e camiseta), mesmo durante o verão, quando a temperatura atinge facilmente os 40 graus.

Chefs renomados, como Emeril Lagasse (que atualmente possui três restaurantes próprios na cidade) fizeram seus nomes no Commander's, que continua atraindo clientes pela criatividade e qualidade de seus pratos, buscando sempre reinventar clássicos de Louisiana.

Por fora, o casarão de madeira pintado de azul e branco esconde o requinte do interior, que é dividido em dois salões decorados à moda antiga e separados por um agradável jardim externo. O restaurante oferece três menus, divididos em brunch (que substitui o almoço nos finais de semana), almoço e jantar.

Após pegar o bondinho do French Quarter até o Garden District, chegamos ao Commander's na hora da reserva. Para chegar à mesa, que ficava no salão anexo, passamos pela agitada cozinha do restaurante e pelo jardim.

Um simpático maitre nos apresentou uma extensa carta de vinhos e logo nos trouxeram água gelada e uma cesta de pães quentinhos com manteiga e alho para começar. Após ver o cardápio, optamos pela opção prix-fixe, que oferece três pratos (com três opções de entrada, prato principal e sobremesa) a um preço convidativo de US$ 38.00.

Para começar, provamos uma rica salada com espinafre, queijo brie, nozes pecã, figo e cebola caramelizada com um molho agridoce. Bem temperado e saboroso. A outra entrada foi uma degustação de três sopas: a de tartaruga (mais saborosa que a do Felix Oyster), o de gumbo e a de milho com caranguejo (especial do dia e a preferida das três).

De pratos principais, pedimos um de camarões sobre feijões vermelhos, folhas e um molho à base de tomate (Fire-Grilled Louisiana White Shrimp). Os camarões estavam bem frescos e faziam uma agradável combinação com os feijões. O molho, por sua vez, poderia estar um pouco menos salgado. O outro  foi um lombo ao molho agridoce, acompanhado de verduras grelhadas e pêssego fresco caramelizado. Apesar de um pouco mal passada para o nosso gosto, a carne de porco formava uma agradável combinação com o pêssego.

De sobremesa, tivemos um tradicional peach cobbler (uma sobremesa assada, parecida com uma torta, com a diferença de que a massa fica em pedaços crocantes por cima ou misturados ao pêssego) servido com uma bola de sorvete de creme. Perfeito para os que adoram uma sobremesa frutada e bem doce. A outra sobremesa, e o ponto alto do jantar, foi um “banana bread pudding souffle”, ou suflê de pudim de pão com bananas, que vem borbulhando à mesa. Na hora de servir, o garçom fura o topo do suflê com a colher e espalha um creme quente de whisky, que é absorvido pelo pão.

O serviço do local é outro grande destaque. Nunca fomos servidos por tantas pessoas ao mesmo tempo. Os garçons vêm a mesa em grupo, cada um trazendo um prato e servindo a todos ao mesmo tempo em uma sincronia perfeita.

O Commander's Palace é sem dúvida uma experiência única em New Orelans. Os pratos principais poderiam estar melhores, mas no geral, a comida e o serviço impecável valem a visita.

 

Por Liana Wang às 11h28

07/09/2011

Especial New Orleans 3/8: Felix Restaurant & Oyster Bar

 
No último post falei sobre o Acme Oyster House, um dos lugares mais populares para saborear ostras e outros pratos creoles de New Orleans. Mas há outro restaurante que disputa a preferência dos visitantes e que fica localizado exatamente de frente para o primeiro: o Felix Restaurant & Oyster Bar.

O ambiente do Felix é mais simples (mesas em tons pastéis e sem nenhuma decoração) e o cardápio é praticamente idêntico ao seu concorrente direto, mas com preços mais em conta.

Já que só havíamos provado as ostras grelhadas (no Acme), resolvemos saborear agora uma porção de ostras cruas no Felix. As ostras, que são do próprio Estado, eram bem grandes e vieram fresquíssimas. Sente-se próximo ou no próprio balcão para observar a agilidade do funcionário abrindo suas ostras (raw oysters – US$ 6.75 meia dúzia ou US$ 9.75 a dúzia).

Provamos depois mais dois pratos creoles típicos: o gumbo (caldeirada com frutos do mar e arroz) e a sopa de tartaruga (turtle soup – US$ 6.95). O gumbo já havíamos provado no Acme e confesso que era mais saboroso lá. A sopa de tartaruga é um creme bem grosso de cor bege com lasquinhas da carne, quase imperceptível. Achamos um tanto salgada, mas valeu pela experiência.

Voltamos mais uma vez no Felix principalmente para comer mais ostras (tanto cruas quanto grelhadas). A vantagem de lá é que funciona até 1h00 da manha, enquanto o concorrente fecha às dez da noite.

Felix ou Acme? O que ficou bem claro é que, se for para comer ostras, vá ao Felix! As ostras de ambos os restaurantes vêm do mesmo fornecedor e estão sempre frescas e saborosas. Mas o preço da dúzia de ostras no Felix é por volta de 2 dólares mais barato que no Acme. Além disso, comparando as ostras grelhadas, a do primeiro ganhou no sabor do tempero. Mas, se for para provar os outros pratos, como po-boys, gumbos e jambalaya, recomendo o Acme. Na dúvida e tendo tempo, vá aos dois!

 

Por Liana Wang às 10h57

01/09/2011

Especial New Orleans 2/8 - Acme Oyster House

 
O Acme Oyster House é outro restaurante sempre mencionado nos guias turísticos de New Orleans e recomendado por pessoas que já visitaram a cidade. Localizado no French Quarter, foi reformado em 2005 devido aos danos provocados pelo furacão Katrina.

O local está sempre lotado, com fila de turistas e locais na porta aguardando a sua vez para saborear um dos diversos pratos de ostras e outros típicos da comida creole de Louisiana. E, enquanto aguarda na fila, você pode se deparar com alguma apresentação de jazz na calçada, dado que fica pertíssimo da Bourbon Street, onde se concentram os bares e casas de jazz.

Com um menu bem extenso, solicitamos ajuda da atendente para nos indicar os pratos mais populares. Começamos por uma dúzia das famosas ostras grelhadas no carvão (Chargrilled Oysters – US$ 11.50 meia dúzia ou US$ 19.49 a dúzia), que vêm borbulhando com queijo derretido sobre a casca e bem temperado com azeite, alho e sal. As ostras não poderiam estar mais frescas.

Como queríamos provar a maior variedade possível, pedimos em seguida o New Orleans Medley (US$ 12.99), uma amostra de três pratos típicos creoles: gumbo (uma caldeirada, normalmente com frutos do mar, arroz e alguns vegetais), jambalaya (parecida com a paella), e arroz com feijão e linguiça defumada. Não é coincidência que estes pratos lembram muito outras cozinhas européias, pois a comida creole é uma mistura de sabores da França, Espanha, Portugal, Grécia e África, sempre com o uso de muitos temperos. É o tipo da comida que te faz sentir em casa, mais conhecida pelos americanos como “comfort food”.

Para finalizar, um típico po-boy, sendo metade de ostras fritas e metade de camarões fritos (Fried Peace Maker Po-boy – US$ 12.99).  O po-boy é outro prato que é obrigatório provar em New Orleans. Nada mais é do que um sanduiche no pão de baguete que pode ser recheado com rosbife, peixe, linguiça, etc. Mas o típico mesmo é o de ostras ou camarões fritos (ou a versão 2 em 1, como neste caso), com alface, tomate e maionese. Coloque um pouco de tabasco e o sanduiche fica ainda melhor.

Infelizmente não conseguimos provar os famosos crawfish ou crayfish (uma espécie de lagostin de água doce), que vêm cozidos e trazidos dentro de uma mini rede, como se tivessem acabado de ser pescados. Este prato é sazonal (normalmente de janeiro a junho).

Atualmente, o Acme Oyster House possui outros quatro endereços, sendo três no próprio estado e um na Flórida.

 

Por Liana Wang às 11h37

26/08/2011

Especial New Orleans 1/8

 
Voltei recentemente de uma viagem a New Orleans, o berço do jazz e da boa comida creole e cajun nos Estados Unidos. Antes de viajar, pesquisei sobre os melhores lugares e comidas típicas que deveria provar nos quatro dias que teria. Os próximos oito posts deste blog (incluindo este) serão dedicados aos restaurantes e cafés que visitei nesta cidade, que é apaixonante por sua excepcional comida, música e hospitalidade de seus habitantes.

Quando você diz que vai a New Orleans a alguém que já esteve lá, a primeira recomendação que se recebe é o Café du Monde, no famoso bairro do French Quarter. Este café é uma instituição fundada em 1862 e funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, servindo exclusivamente cafés e beignets, que vêm quentinhos à mesa.

Os beignets são uma massa frita, similar ao doughnut, com formato quadrado mas menos massuda e mais aerada. Provamos diversos em New Orleans, mas os do Café du Monde são realmente imbatíveis. A massa, apesar de frita, é aerada e leve, sem aquele óleo exagerado de fritura manchando o guardanapo. Há um leve sabor salgado na massa, que faz uma combinação perfeita com o aparente exagero de açúcar de confeiteiro que vai por cima. Aliás, o açúcar é a marca registrada dos beignets. E não tente tirar o excesso. Você deve comer do jeito que vem (não se preocupe, o açúcar não é tão doce como o convencional), sem medo da sujeira que vai fazer na mesa e na sua roupa!

Para acompanhar, uma xícara de cafe au lait, de preferência o chicory coffee (chicory ou chicória é  uma planta bastante utilizada na culinária).

Recomendo ir ao Café du Monde assim que acordar para uma porção com três beignets e um cafe au lait. E tente fazer isso logo no começo da viagem, pois você provavelmente vai querer repetir a dose durante os outros dias.

Apesar da grande quantidade de lugares, há sempre fila nos horários de maior movimento (tente ir mais cedo, pois a maior parte dos visitantes acorda tarde por conta dos shows de jazz do dia anterior). Uma dica é tentar pedir uma mesa no pequeno salão onde também funciona a cozinha, pois lá é o único lugar onde há ar condicionado (os meses de junho a setembro são extremamente quentes).

Tanto no Cafe du Monde quanto nas lojas de souvenirs da cidade, é possível comprar a mistura pronta dos famosos beignets e do cafe au lait, assim como xícaras e camisetas do lugar.

 

Por Liana Wang às 09h29

19/08/2011

Comida tailandesa em um cenário extraordinário no Kittichai

 
Alguns restaurantes em Nova Iorque valem a visita não só pela ótima comida, mas também pelo magnífico design interior. Exemplos de alguns já mencionados neste blog são o Tao e o Megu. Outro que faz parte dessa lista é o Kittichai, um restaurante tailandês fusion (aliás, coincidentemente ou não, todos os restaurantes que se destacam em sua decoração são asiáticos com um toque moderno). 

O Kittichai (o nome vem do chef, Ian Chalermkittichai) reinterpreta pratos da Tailândia em um cenário de tirar o fôlego. Adjacente ao Hotel Thompson, o lugar impressiona logo na recepção, com uma imensa gaiola de pássaros. Mas, ao invés de aves, você encontra um aquário com peixes King nadando por trás das grades!

 

Na área de espera, um pequeno e agradável lounge serve coquetéis bem refrescantes. A parede atrás dos sofás é coberta por prateleiras com dezenas de garrafas iluminadas com água, com flores coloridas em seu interior. No bar, copos com frutas variadas também chamam a atenção na decoração. 

No salão principal, luzes baixas, paredes com espelhos e cortinas coloridas dão um clima de bar ao lugar. Mas o grande destaque fica para o espelho d'agua que ocupa o seu centro, onde navegam delicados vasinhos com velas acesas. Flores penduradas por um fio que parecem flutuar no ar completam o design do local.

 

O Kittichai foi mais um restaurante que pude conhecer durante a edição de inverno do Restaurant Week, portanto um ou outro prato não figuram no cardápio atual. Para começar, pedimos uma sopa com fatias de carne de pato (que estavam bem macias) e salsão ao caldo de shoyu e coco. Uma entrada leve, com tempero agridoce, bem ao estilo asiático. Para beber, provei uma espécie de limonada com gengibre, apimentada, mas bem refrescante.

No prato principal, pedimos uma carne em fatias, acompanhada de ervilhas ao molho adocicado de geléia de pimenta (Chilli-smoked hanger steak, long beans and preserved chili jam – US$ 14,00). Assim como o pato, a carne também estava bem macia, ligeiramente mal passada quase ao ponto e com um leve toque apimentado, ressaltado pelo doce da geléia de pimenta.  O outro prato foi um peixe ao molho de curry verde e coco, acompanhado de arroz de jasmin. Não há como não se deliciar com esta clássica e perfumada mistura tailandesa do curry com o leite de coco e capim santo. Os pratos estavam deliciosos, mas achamos que as porções poderiam ser maiores.

 

A variedade foi maior na hora da sobremesa. Um delicioso e denso bolo de chocolate meio amargo sobre folha de pandan (uma planta típica do leste asiático e comumente usada não só na decoração, como também como ingrediente em sobremesas), acompanhado por uma porção de creme fresco (Flourless Valrhona chocolate cake with fresh cream – US$ 9,00). A outra sobremesa foi um rolinho primavera crocante, recheado com banana e acompanhado por sorvete de mel (Banana spring rolls with burnt honey ice cream – US$ 8,00). Por fim, a preferida de todas, um pudim de coco com calda caramelizada e um biscoito crocante da fruta (Coconut creme caramel with a coconut twill – US$ 8,00).

 

A boa notícia é que você não precisa esperar o próximo Restaurant Week para conhecer o Kittichai a um preço razoável. O restaurante passou a oferecer menus prix-fixe (uma opção de entrada, prato principal e sobremesa) pelo mesmo preço do evento durante o ano todo, ou seja, US$ 24,07 durante o almoço e US$ 35,00 no jantar, além das opções a la carte. Aos sábados e domingos, das 11h30 âs 15h, um menu especial de brunch é oferecido, com itens tradicionais como omeletes e torradas, mas sempre com um toque asiático. O brunch tornou-se bem popular por oferecer a opção de um preço fixo de US$ 25,00 com a escolha de um prato e drinks (como as famosas mimosas e bellinis) ILIMITADOS durante o período de duas horas! O único porém é que a partir de um certo ponto você começa a ouvir vozes mais exaltadas de clientes que beberam além da conta.

O atendimento é cortês, mas pode se tornar um pouco demorado durante as horas mais movimentadas. Em uma outra visita que fiz durante um brunch, o prato demorou quase meia hora, mas a insatisfação logo passou após sermos “presenteados” com uma degustação de sobremesas por conta da casa.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 14h06

16/08/2011

Frutos do mar em Union Square

Em uma das edições de inverno do Restaurant Week, aproveitei para conhecer o Blue Water Grill, um popular restaurante especializado em frutos do mar localizado na região turística de Union Square.

Ocupando um amplo espaço onde antigamente funcionava um banco, o Blue Water Grill manteve as paredes de mármore e as colunas do edifício, dando um charme ao lugar.  O restaurante é dividido em três ambientes para acomodar diferentes públicos: um bar na parte da frente, o salão de jantar principal no mezzanino e a sala de jazz.

No menu do Restaurant Week eram oferecidas três opções de entrada, prato principal e sobremesa. Para a primeira, todos em nossa mesa acabaram optando pelo tartare de salmão (Spicy Salmon Tartare), talvez porque fosse a única opção com frutos do mar. O tartare (carne ou peixe cru picado e temperado) vinha acompanhado por folha de rúcula e um vinagrete de ponzu, uma laranjinha levemente amarga típica do Japão. Um prato bem leve para abrir o apetite. Outra entrada que provamos e que faz parte do cardápio regular do jantar foi um caldo cremoso de lagosta (Maine Lobster Bisque – US$ 10.00), de sabor bem intenso, com pedaços de lagosta fresca e croutons. Perfeito para um dia de inverno.

De pratos principais, experimentamos uma espécie de caldeirada de frutos do mar à moda portuguesa (Portuguese Fisherman's Stew), com mexilhões, lula, vôngoles e pedaços de peixe. Um prato bem saboroso com os frutos do mar fresquíssimos. No outro prato, um delicioso peixe (Arctic Char) grelhado acompanhado  por ravioli de abóbora feito na casa ao molho de limão amanteigado. O Arctic Char é da família do salmão e da truta, porém com sabor e cor mais suaves, encontrado apenas nas águas geladas do Ártico.

As sobremesas também não deixaram a desejar. A primeira, uma torre (literalmente) de banana caramelizada com sorvete, envolvida em uma casca crocante de caramelo e amêndoas, calda de marshmallow e chocolate (Caramelized Banana Ice Cream Tower – US$ 8.00). Daria bem para dividirmos entre as quatro pessoas presentes! Já as outras três sobremesas faziam parte do cardápio do Restaurant Week.  Um bolo mousse de chocolate meio amargo com calda de caramelo e sorvete de canela (chocolate com canela, sempre uma ótima combinação), uma torta merengue de limão com sorvete de pistache (sem surpresas, mas bem saboroso) e um trio de sorbets.

O restaurante possui inúmeros menus, que variam de acordo com o dia e horário. Chega a ser até um pouco confuso, portanto é bom verificar no site o que estará disponível durante a visita. Aos domingos, há um cardápio extenso de brunch. Durante a semana, dois cardápios para o almoço: um com opções a la carte e outro prix-fixe, a US$ 24.07 com entrada, principal e sobremesa. Para quem for entre 16h e 17h, há o Sunset Menu, com muitos dos itens do almoço e jantar. Finalmente, o cardápio do jantar, com uma carta mais extensa e preços um pouco mais elevados.

Outro destaque do Blue Water Grill é o excepcional atendimento dos garçons, um dos melhores que já recebemos.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 00h12

10/08/2011

Evento com food trucks em South Sreet Seaport - 20 de Agosto de 2011

 
Para quem estiver em Nova Iorque e ainda não conhece ou, como eu, é fã dos trailers de comida (food trucks) que enchem as ruas da cidade com quitutes saborosos de alta qualidade e ótimos preços, vale a pena conferir o evento PARKED no próximo dia 20 de Agosto.

O PARKED é um festival anual que está em sua quinta edição. Este é o primeiro ano que será realizado na charmosa área de South Street Seaport, no sul da cidade. A região, que possui as ruas de paralelepípedos fechadas para carros, é famosa por seus prédios antigos que hoje abrigam lojas, o pier e diversos restaurantes.

No evento, serão mais de trinta food trucks das mais diversas cozinhas: hamburgueres, pizza, cupcakes, comida mexicana, malaia, coreana e muitas outras. Além disso, haverá no dia diversas opções de entretenimento, como música com bandas e DJs, demonstrações de culinária e um playground para crianças.

Evento: PARKED

Data: 20 de Agosto de 2011, das 10h às 20h

Preço: GRÁTIS

Local: South Street Seaport

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h11

05/08/2011

Um cantinho italiano em Nova Iorque

 
 Assim como o Bixiga, em São Paulo, Manhattan também possui seu bairro italiano, mais conhecido como Little Italy (ou Pequena Itália, na tradução literal). Antes dominada por imigrantes italianos, atualmente o lugar atrai principalmente turistas interessados nas lojas de souvenirs e restaurantes, que, durante os meses mais quentes, colocam mesas na calçada, tornando o lugar bem agradável para um almoço. É lá também que em todo mês de Setembro ocorre a Festa de San Genaro, quando, durante 11 dias, a rua fica tomada de barraquinhas de comidas típicas italianas.

Atualmente, o Little Italy se resume a um pequeno trecho da rua Mulberry, ficando ofuscado pelo bem maior e popular bairro chinês de Chinatown por um lado e o badalado Soho, de outro. É curioso estar andando entre tantas lojas e restaurantes chineses e de repente se deparar com uma rua cheia de restaurantes com fachadas vermelhas e mesas para fora, bem ao estilo dos italianos. Essa ocupação chinesa fez com que a região encolhesse e perdesse o glamour de antigamente. Os restaurantes do bairro sobrevivem à base de turistas, pois os locais preferem os restaurantes italianos que estão espalhados em outros bairros da cidade.

É difícil decidir entre as dezenas de restaurantes grudados um ao lado do outro quando se vai a Little Italy. Seguindo recomendações, optamos pelo Il Palazzo, um dos poucos que ficam abertos após às 23h. Sentamos no fundo do restaurante, que possui uma espécie de jardim externo, com teto de vidro.

O menu é extenso e bem variado, com opções de massas, carne (com uma seção apenas para carne de vitelo), frango, peixe, legumes e antepastos. A carta de vinhos também é bem servida.

Com quatro pessoas no jantar, provamos três pratos de massas e uma carne do cardápio: um pappardelle (um fettuccine mais grosso) com cogumelos porcini, lascas de presunto de parma e molho ao queijo mascarpone (Pappardella Alla Casalinga – US$ 19.95); um caneloni ao molho quatro queijos; um ravioli recheado com ricota e queijo parmesão e regado a um molho de tomate com manjericão (Ravioli Alla Casa – US$ 16.95); e finalmente um vitelo com cogumelos porcini, lascas de presunto cru e queijo fontina (Vitello Alla Valdostana – US$ 22.95). As porções são enormes e as massas, de produção artesanal, estavam perfeitamente cozidas. Os dois pratos com cogumelos, porém, podiam vir menos salgados, pois o presunto cru já contribui muito neste quesito.

Com o tamanho do prato de cada um, sobrou espaço para dividirmos apenas duas sobremesas: um tiramissu e uma maçã flambada com calda de chocolate, chantilly e morango para acompanhar.

A única crítica ao lugar durante a visita foi a música ambiente...em um momento, música dance em alto volume saía pelos alto falantes próximos à nossa mesa, o que não combina em nada com um típico restaurante italiano...

Por ser uma região turística, vale a pena visitar  um dos charmosos restaurantes de Little Italy. Principalmente durante o almoço, com especiais imperdíveis como um prato de massa com uma taça de vinho por US$ 10.00!

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 15h05

01/08/2011

Uma confeitaria onde a estrela é o tofu

 
Não muito longe da agitada Times Square, no bairro de Hell's Kitchen, uma pequena confeitaria especializada em doces japoneses com toques modernos vêm ganhando diversos prêmios desde a sua abertura, em 2006.

Apesar de sua discreta localização e fachada, o Kyotofu é um excelente lugar para se provar sobremesas inovadoras, leves e que não são exageradamente doces. O ingrediente principal é o tofu, o popular “queijo” de soja oriental, que possui um sabor bem neutro para ser utilizado tanto em pratos doces quanto salgados.

Para quem não é muito fã de doces, o lugar também oferece um menu enxuto de pratos salgados para um almoço leve ou lanche.

Para provar o maior número de pratos possível, pedimos um menu degustação da casa, que varia regularmente (kyotofu sampler – US$ 18.00),  com alguns pratos sendo do cardápio regular. Esta opção vem com uma entrada mais um bento box (uma espécie de bandeja com divisórias, típicas de restaurantes japoneses).

De entrada, uma saladinha com rúcula, cebola roxa, cogumelos japoneses salteados e queijo (warm japanese mushroom salad – US$ 9.00). Uma ótima combinação entre a textura macia dos cogumelos refogados com a rúcula e a cebola crocantes.

Já no bento box, saboreamos itens como almôndegas de frango, enroladinhos de salsicha com molho de mostarda (pigs in a duvet – US$ 10.00) e um mini hamburger de frango com tofu.

Outra pessoa do grupo pediu apenas o hamburguer de frango com tofu (chicken & tofu burger – US$ 14.00). Apesar de a prinípio não parecer muito apetitoso, o hamburguer estava bem saboroso e leve, com os sabores tanto do frango quanto do tofu facilmente identificáveis, sem um se sobrepor ao outro. O repolho roxo ralado deu uma textura crocante ao prato. Para acompanhar, chips de batata doce.

Outro prato que provamos foi o curry com arroz (curry rice – US$ 10.00), bem popular no Japão e com um sabor menos apimentado que a versão indiana. Para não ficar apenas no arroz com curry, você pode pedir acompanhamentos extras, como salsicha em rodelas ou ovo cozido (US$ 1.00 por acompanhamento). O curry estava bem temperado, formando uma boa dupla com a salsicha que pedimos à parte. Simples e sem invenções, mas também não foi o melhor que já provei.

E é claro que deixamos espaço para o principal da casa: as sobremesas! Assim como no caso dos pratos quentes, optamos pelo menu degustação (Kaiseki prix fixe - US$ 17.00), com direito a quatro amostras do cardápio. Primeiro, uma das estrelas, o pudim de tofu com calda de gergelim (signature sweet tofu – US$ 7.00). O tofu, ao contrário do leite, deixa a sobremesa com um sabor muito mais leve, permitindo que você perceba melhor a combinação da calda com o pudim. A textura fica próxima a de um mousse, de tão delicada.

Depois vieram mais três sobremesas em um prato. Um creme brulee de chá verde (matcha green tea crème brûlée – US$ 9.00), uma espécie de petit gateau com sorvete de baunilha e calda de miso, e um sorvete de baunilha com agar (uma gelatina doce feita com algas) e azuki (feijão doce japonês).

Se você gosta de doces que não sejam muito doces e que utilizem ingredientes fora do convencional, o kyotofu é o lugar perfeito. O cardápio está sempre mudando (algumas das sobremesas provadas já não estão no menu atual). O local, apesar de pequeno, possui um salão com poucas mesas ao fundo (para escapar do barulho das ruas da região), com uma inspiração futurista.

Há também uma extensa carta de sakes (incluindo um menu degustação), com sugestões para combinar com cada prato ou sobremesa do cardápio.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 00h38

26/07/2011

Restaurant Week em NYC estendido!

 

O Restaurant Week em Nova Iorque foi oficialmente estendido até o dia 5 de Setembro.

Para os que pretendem visitar a cidade, vale a pena conhecer um bom restaurante participante e aproveitar um almoço por US$ 24.07 ou um jantar por US$ 35.00 com direito a entrada, prato principal e sobremesa.

Você encontra a lista completa de participantes e seus respectivos menus no site do evento: http://www.nycgo.com/restaurantweek

Alguns restaurantes que visitei durante o Restaurant Week e que valem a visita: Telepan (cozinha contemporânea), Megu (comida japonesa), Tao (comida asiática fusion), Capsouto Freres (cozinha francesa), Artisanal (cozinha francesa).

É imprescindível fazer reserva (ligando para o restaurante ou pelo site do Opentable). Vale lembrar que nem todos os participantes oferecem o menu do evento tanto no almoço quanto no jantar. O Restaurant Week também não é oferecido aos sábados.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 13h13

25/07/2011

Hamburguer de peru grátis esta semana

 
Com o objetivo de divulgar a carne de peru, o Bistro Truck, um trailer de comida de bistro com influência marroquina de Nova Iorque, oferecerá hamburgueres de peru grátis esta semana!

O trailer estará em uma localização diferente a cada dia:

• Terça (26/07): cruzamento das ruas Hudson e King (estação Houston do metrô, linha vermelha)
• Quarta (27/07): feira da Union Square (Union Square Farmer’s Market), rua 14
• Quinta (28/07): cruzamento da Old Slip Street e Water Street (Financial District)
• Sexta (29/07): cruzamento da rua 52 com a Park Avenue
• Sábado (30/07): cruzamento da Washington St e Gansevoort St (bairro de Meat Packing)

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 22h16

20/07/2011

A moda dos restaurantes ecológicos

Na onda do ecologicamente correto, mais uma tendência vem se tornando cada vez mais forte na área gastronômica em Nova Iorque: são os restaurantes “farm to table” (da fazenda para a mesa, na tradução literal).

Ao invés de importar ingredientes de outros estados e até países, os restaurantes buscam agora fornecedores locais. Isso impacta tanto em questões ecológicas, como a redução do uso do combustível no transporte dos alimentos importados, como também na saúde das pessoas, que passam a contar com pratos preparados com legumes, verduras e frutas orgânicas e carnes que não contêm hormônio.

Um dos novos restaurantes que abriram com esta proposta foi o ABC Kitchen, do renomado chef Jean-Georges, que possui inúmeros restaurantes na cidade, além de Las Vegas, Londres, Paris e Shanghai, todos disputadíssimos.

E a questão do ecologicamente correto no ABC começa pela própria arquitetura do lugar. O restaurante fica dentro de uma loja de decoração, a ABC Carpet & Home (é daí que veio o nome). É só entrar no local para se sentir em uma casa de campo, com pé direito alto, bem iluminada, piso, mesas e paredes de madeira (ecologicamente corretas, é claro). Os pratos de cerâmica são feitos por artistas locais e o cardápio e outros itens feitos com material reciclado.

O restaurante tornou-se rapidamente um ponto de encontro de celebridades e outros moderninhos. As reservas devem ser feitas com muita antecedência (e mesmo assim consegui apenas para um brunch  de domingo, pois era impossível para o jantar nos dois meses seguintes).

A comida também não decepciona. O cardápio é bem variado, com opções de saladas, carnes, massa, sanduiches e até pizza. Aos sábados e domingos há um menu especial de brunch, que funciona das 11 da manhã às 3h30 da tarde.

No dia da visita, começamos com uma tábua de frios e queijos (cured meats and local cheeses – US$ 17.00), composta por salames, copa e presunto cru e três tipos de queijo, além de mel, cenoura e mostarda para acompanhar. Ótimo para abrir o paladar e acompanhar com a cesta de pães que vem no couvert (grátis).

Como pratos principais, nada melhor que pizza e massa para um brunch de domingo! Provamos dois sabores de pizza. Uma era a especial do dia, com presunto cru, rúcula, cebola e uma espécie de vinagrete. A outra, do cardápio fixo, vinha com cogumelos, parmesão, orégano e ovo (mushrooms, parmesan, oregano and farm egg pizza – US$ 18.00), que é quebrado cru sobre a pizza que acabou de sair do forno, para que possa “fritar” sobre ela. A massa das redondas estava perfeita, com uma borda crocante e uma combinação de sabores diferente das usuais.

Já a massa era semelhante a uma macarronada com almôndegas (com a diferença de que a carne era de vitelo) e kasha, um grão bastante popular no leste europeu, que dá uma textura levemente crocante à massa (kasha and bowtie pasta, veal meatballs – US$ 16 a meia porção e US$ 24 a porção inteira). O macarrão veio al dente e acompanhado de um molho feito com o caldo perfumado do cozimento das almôndegas. E para dar um toque ainda mais cremoso, uma colher de sour cream (um creme levemente azedado, muito comum na culinária dos americanos) no meio do prato.

Depois de tanta comida, sobrou pouco espaço para a sobremesa. Resolvemos então dividir um sundae. Mas um sundae nada convencional, com sorvete de caramelo levemente salgado (está na moda misturar chocolate e caramelo com sal, uma saborosa combinação) contrastando com amendoim e pipoca crocantes e caramelizados, calda de chocolate e chantily (sundae with salted caramel ice cream, candied peanuts & popcorn, whipped cream, chocolate sauce – US$ 12.00). E, para fechar com chave de ouro, ainda ganhei uma agradável lembrancinha do restaurante. Por ser meu aniversário, me presentearam com um mini cupcake com uma vela acesa para os parabéns!

É definitivamente um ótimo lugar para conhecer um dos badalados restaurantes de Jean-Georges a preços mais moderados.

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 21h19

11/07/2011

Só arroz doce na Rice to Riches

 
Mais um lugar bem diferente e divertido para conhecer em Nova Iorque: a Rice to Riches, uma lanchonete no Soho que serve apenas arroz doce.

O balcão da loja lembra o de uma sorveteria, com a diferença de que, ao invés dos sorvetes, mais de 24 opções (difícil imaginar) da sobremesa são dispostas à vista do cliente: chocolate, cream & cookies, banana, canela, coco, caramelo....

Provamos o arroz doce de cranberrie (tamanho solo, US$ 5.00), uma frutinha cítrica muito popular nos Estados Unidos. A consistência é bem cremosa e o açúcar no ponto certo.

A sobremesa é oferecida em diversos tamanhos:  solo (porção individual, mas bem servida para duas pessoas), sumo (para cinco pessoas) e moby (para dez pessoas).

Há também várias opções de coberturas: calda de caramelo, coco ralado, chantily, granola, etc.

O ambiente é bem colorido, com algumas mesas para sentar.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 16h43

10/07/2011

Food Truck I - Korilla BBQ

 

Já postei aqui sobre a onda dos Food Trucks (trailers que vendem comida) nos Estados Unidos. Aqui em Nova Iorque há centenas para provar, uns mais modernos e criativos que outros.

Um dos que provei outro dia foi o Korilla BBQ, um trailer de comida coreana moderna. Moderno principalmente nos seus molhos e na forma de servir, usando clássicos da culinária mexicana, como o taco e o burrito. O nome Korilla é um trocadilho das palavras Korean (coreano em inglês) e grill (grelha em inglês).

O menu é bem criativo e oferece inúmeras alternativas para servir o churrasco coreano. Primeiro, o cliente escolhe o tipo de carne: de boi, porco ou frango. Há também a opção vegetariana, com tofu. Em seguida, a opção de como a carne com o arroz serão servidos: no burrito, em tacos crocantes ou simplesmente no prato. Finalmente, o molho (com diferentes níveis de pimenta) que irá por cima de tudo isso.

A versão servida no burrito, com a carne, arroz e acompanhamentos enrolados na massa é a mais popular (e prática de se comer). Todas as combinações acompanham também uma porção de Kimchi, as famosas e apimentadas verduras em conserva dos coreanos.

Na visita, optamos pela versão mais tradicional, servida no prato, um com carne bovina (bulgogi chosun bowl) e outro com carne de porco (pulled pork chosun bowl). Ambas muito bem temperadas e macias. A porção é enorme e sobrou praticamente um prato inteiro para levar para casa. Um excelente custo benefício, por US$8,00.

O arroz coreano, assim como o japonês e o chinês, é mais grudento e vem servido sem tempero. Isso foi ótimo para balancear o molho especial do Korilla, que, aliás, é minha única crítica ao prato. O molho é bem saboroso, com base de maionese e outras especiarias. O problema é que eles jogam uma quantidade exagerada, a meu ver, sobre o prato todo, encobrindo os sabores da carne (já temperada). Uma dica é pedir o molho à parte ou apenas sobre a salada.

Outra desvantagem de um food truck, mas que no final é compensada pelo preço baixo, pela boa qualidade e pela rapidez no atendimento, é a falta de lugares para sentar. Dependendo da localização, ainda é possível procurar um banco em algum parque próximo. Em outros casos, só comendo em pé na calçada ou levando para casa.

Assim como a maioria dos trailers, a localização varia durante a semana e até mesmo durante o dia:  podem estar em um local no almoço e em outro no jantar. Você pode acompanhar a localização pelo site deles ou segui-los no facebook e twitter.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 13h13

05/07/2011

Café com macarons na La Maison du Chocolat

 
Uma parada bem agradável para um café da tarde acompanhado de deliciosos macarons e outros docinhos franceses é na La Maison du Chocolat.

Esta loja francesa, com três unidades em Manhattan e outras espalhadas por Paris, Londres, Cannes, Toquio e Hong Kong, é conhecida por seus chocolates e doces de alta qualidade.

Parei um dia desses na boutique do Rockefeller Center para provar os macarons. Na minha opinião, um dos melhores que já provei. Uma leve crocância por fora e um recheio suave, sem exagero no açúcar. Os macarons são oferecidos em dois tamanhos. Os pequenos saem por US$ 3.50 e os grandes (do tamanho de uma bola de tênis) por US$ 5.00.

O café, apesar de sair por um preço mais salgado (US$ 5.00), vem acompanhado por um chocolate meio amargo, um bombom trufado, mini bolinhas de chocolate ao leite e açúcar em cubinhos. 

As lojas têm uma decoração que mais parecem uma joalheria, com os doces dispostos em prateleiras com vidro.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h44

01/07/2011

Feiras de orgânicos em Nova Iorque

 
Um ótimo passeio para quem vier a Nova Iorque é conhecer uma das inúmeras feiras de orgânicos ou greenmarkets da cidade. São 24 apenas em Manhattan, que acontecem uma ou mais vezes por semana em vários bairros.

Estas feiras surgiram há mais de 30 anos para que os pequenos agricultores locais de cada cidade pudessem vender seus produtos diretamente aos consumidores. Algumas delas, como a de Union Square, são muito populares e enormes, com produtores locais de verduras e frutas orgânicas, plantas, artesanato local, queijos, sucos, mel, pães, etc. Tudo natural e muito fresco.

Para ver as localidades e os dias de funcionamento de cada feira, acesse o site: http://www.grownyc.org/ourmarkets

 

A organização que promove estas feiras também participa ativamente em programas de educação ambiental e reciclagem na cidade.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 16h37

28/06/2011

Próximo Restaurant Week em NYC - 11 a 24 de Julho

O mais aguardado evento gastronômico de Nova Iorque já foi anunciado e ocorrerá entre os dias 11 e 24 de Julho. O preço é de US$ 24.07 no almoço e US$ 35.00 no jantar. Normalmente, os cardápios do almoço e jantar mudam e nem todos os restaurantes oferecem ambos. Os mais caros, na maioria das vezes, só oferecem o jantar.

Daqui a alguns dias, os participantes e os cardápios oferecidos poderão ser vistos no site oficial do evento: http://www.nycgo.com/restaurantweek.

Vale lembrar que o evento não é válido aos sábados e os domingos são opcionais. Muitos oferecem um cardápio diferenciado de brunch neste dia.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 15h02

24/06/2011

Pizzaria Grimaldis agora em Manhattan

 
 A famosa pizzaria Grimaldis, no Brooklyn (link para o post neste blog), possui agora uma unidade em Manhattan. Ainda não passei para ver se a fila é tão grande quanto a da matriz, mas o local é certamente mais acessível aos turistas que vêm a Nova Iorque.

Local: Pizzaria Grimaldis em Manhattan - 656 Avenue of the Americas (Sexta Avenida, entre as ruas 20 e 21)
Observação: não aceita reservas e pagamento só em dinheiro.

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 20h04

Peking Duck House

O Pato de Peking é um dos pratos mais tradicionais e sofisticados da culinária chinesa. A preparação, que leva horas, segue várias etapas. Primeiro, bombeia-se ar no interior da ave para lacear e soltar sua pele. Depois, joga-se sobre ela água fervente e, após a secagem, o pato é passado sobre uma camada de maltose e levado ao forno.

O resultado é o pato laqueado, ou seja, a pele fica crocante e adocicada e a carne extremamente macia e úmida.

O modo de servir e comer o Pato de Peking também é uma tradição. Nos restaurantes especializados, o chef traz o pato para a “aprovação” dos clientes para em seguida fatia-lo (as pessoas mais sensíveis podem não gostar da cena, pois a ave vem inteirinha, com a cabeça e tudo..). As finas fatias são então postas à mesa em um prato e o chef leva embora o restante, que será utilizado para fazer pratos adicionais do cardápio do restaurante (o osso é usado para base de sopa, por exemplo).

Além da carne fatiada, são colocados à mesa uma porção de finas panquecas abertas e empilhadas, cebolinha e pepino em tiras e um molho adocicado. Cada pessoa prepara o seu: pega-se uma panqueca aberta, espalha-se um pouco do molho doce, coloca-se as tiras de cebolinha e pepino e algumas fatias da carne de pato. Finalmente, enrola-se a panqueca para comer.

O resultado é uma mistura de sabores, sobressaindo-se principalmente o molho adocicado e a textura crocante da pele do pato com a maciez da carne. O Pato de Peking pode ser servido como entrada (no caso de haver várias pessoas) ou como prato principal, se houver entre 1 a 3 pessoas.

Na maioria dos restaurantes, inclusive em Sao Paulo, é necessário reservar este prato com pelo menos um dia de antecedência.

Local: Peking Duck House - 28 Mott St (Chinatown - NYC) ou 236 East 53nd St (Midtown - NYC)

Preço: US$ 45,00 (para três ou quatro pessoas)

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 15h51

20/06/2011

Boliche com frango frito e outras delícias

 
Muitos turistas que visitam Nova Iorque acabam se limitando aos pontos turísticos de Manhattan e, no máximo, estendendo-se à travessia da ponte do Brooklyn. Mas, além de possuir bairros charmosos com inúmeras lojinhas e cafés para um passeio bem agradável, o Brooklyn possui muitos restaurantes imperdíveis (alguns deles já postados neste blog, como o legendário Peter Luger).

Mais uma dica no Brooklyn. Jogar boliche com os amigos e comer um dos melhores frangos fritos de Nova Iorque, tudo no mesmo lugar! O Brooklyn Bowl é um misto de boliche, danceteria e lanchonete, esta uma filial da renomada rede de restaurantes Blue Ribbon.

O Blue Ribbon é famoso por seu temperadíssimo e crocante frango frito, além de outras delícias para petiscar durante o jogo.

Durante nossa visita, provamos os torresminhos (pork rinds - US$ 9.00), crocantes e sequinhos como devem ser. A porção vêm coberta com uma refrescante combinação de coentro, jalapeños, cebola picadinha e lascas de queijo.

E, como não poderia faltar, o tão comentado frango frito do local. Pedimos a porção com 8 pedaços, que vem acompanhada de pão de fôrma branco e mel à parte (fried chicken platter - 8 pc - US$ 22.00). A combinação do mel com o frango frito bem temperado me surpreendeu. Fica delicioso!!

O frango frito pode vir em porções de 8, 12, 16 e 24 pedaços e você ainda pode optar se quer todos os pedaços apenas com a carne branca do frango (peito), apenas com a carne escura (coxa, sobrecoxa, etc), ou uma cesta mista. Há também as opções de frango frito na seção Fried Chicken Dinners do cardápio, que vêm acompanhadas de pão, purê de batatas, couve manteiga e bacon.

O cardápio é bem extenso e a maioria dos itens são petiscos fritos. Para beber, prove um dos milk shakes da casa (como o de nutella com um shot de Bourbon - US$ 13.50) ou uma das cervejas produzidas no Brooklyn Brewery (cervejaria do Brooklyn, que possui inclusive tours para quem quiser conhecer a produção).

Local: Blue Ribbon (dentro do Brooklyn Bowl) - 61 Wythe Avenue, Brooklyn

Observaçao: não é necessário jogar boliche para ir à lanchonete.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h13

13/06/2011

Procure pelo Gorila em Times Square

 
Bem próximo ao burburinho de Times Square, o Go!Go!Curry é uma pequena lanchonete que se destaca pelo seu autêntico curry japonês, um dos pratos mais populares do Japão.

O curry japonês é um caldo grosso, bem temperado, com opções de carne, frango e porco. O molho também vem com pedaços de batata e cenoura.

O Go!Go!Curry é uma rede popular no Japão e tem um gorila como símbolo.  O nome vem da idolatria do proprietário pelo ex-jogador do New York Yankees (time popular de baseball) Hideki Matsui, agora no Oakland Athletics. O jogador vestia a camisa 55, ou “go go” (5-5) em japonês. A pequena loja usa cores chamativas e placas na calçada indicam o local.

Além do excelente sabor, os fartos pratos têm preços extremamente convidativos (o que torna o local ainda mais atrativo, considerando-se a região turística em que está localizado).

No dia da visita, provamos o curry mais popular, o Katsu Curry (US$ 5.00 o pequeno a US$ 7.50 a porção para 3 pessoas), com fatias de porco à milanesa (tonkatsu), e o Grand Slam, um mega prato com um mix de camarão, salsicha e tonkatsu. Para acompanhar, peça uma porção de cebolinhas em conserva (Rakkyo - US$ 1.50) e verduras em conserva (Fukujinzuke - US$ 1.00).

A única desvantagem do local é a limitada quantidade de assentos disponíveis (apenas três ou quatro mesas e um estreito balcão com alguns bancos.

O Go!Go!Curry é uma ótima opção para quem busca uma comida com sabor caseiro a preços muito baratos. Procure pelo gorila!

Local: Go!Go!Curry - 273 W 38th St

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 00h04

20/05/2011

Festivais de comida de rua em Nova Iorque

Muitos eventos gastronômicos para aproveitar nas ruas de Nova Iorque a partir deste final de semana!

Japan Block Fair

O evento anual de cultura japonesa ocorrerá apenas neste domingo (22/05), das 11h às 18h. Local: Park Avenue, entre as ruas 39 e 40. Além de barraquinhas com comidas típicas, haverá também música, venda de produtos e apresentações.
 
Smorgasburg

Muitos já devem ter ouvido falar do famoso Brooklyn Flea Market, que na verdade é uma organização que reúne diversos mercados das pulgas em vários pontos da cidade durante os finais de semana. As barraquinhas de comida nestes mercados são tão populares que ganharam um espaço próprio. Todos os sábados, a partir deste (21/05), mais de 100 vendedores de comida de rua, de utensílios de cozinha e pequenos produtores de frutas e legumes ficarão reunidos no bairro de Williamsburg, no Brooklyn.

Local: 27 North 6th Street, Brooklyn, NY

Horário: 9h às 17h, todo sábado

Md.Sq.Eats

Já mencionado neste blog, este festival iniciou em 6 de maio e vai até 3 de Junho, com barraquinhas de comida de restaurantes renomados de Nova Iorque. Imperdível!

Local: Worth Square, ao lado do Madison Square Park

Horário: 11h às 21h, diariamente

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 22h16

16/05/2011

Comida escandinava no Aquavit

 
Para quem gosta de provar a gastronomia de diferentes países, Nova Iorque é o lugar ideal. A cidade possui representantes da culinária de praticamente todos os lugares do mundo.

Em um dos eventos do Restaurant Week, aproveitei para conhecer o Aquavit, um premiado restaurante de comida escandinava. Apesar de não ser tão conhecida como a cozinha italiana, chinesa ou japonesa, a culinária escandinava possui pratos bem saborosos, com base principalmente em peixes. Mas o prato mais conhecido das pessoas são as almôndegas com purê de batatas e molho adocicado de lingonberry (uma frutinha vermelha parecida com o cranberry).

O nome Aquavit (ou Akvavit) provém de uma bebida tradicional escandinava, um licor destilado e aromatizado com ervas e temperos, como aniz, cardamomo, cuminho, etc. A bebida tem alto teor alcoólico (cerca de 40%) e é servida em pequenos copos para ser tomada de uma vez só. Assim como a vodka e o sake, o aquavit também é utilizado como base para diversos drinks. Para quem quiser provar, há diversas opções da bebida no cardápio do restaurante.

O espaçoso restaurante é dividido em 3 ambientes: na entrada fica o bistro, que possui um ar mais informal e oferece um menu a la carte com pratos populares da culinária escandinava; entre o bistro e o salão principal fica o Aquavit Bar & Lounge, com arquitetura futurista e algumas mesas para tomar drinks e apreciar petiscos durante um happy hour; finalmente o dining room, com decoração mais formal e cardápio escandinavo moderno a la carte no almoço e apenas menus prix-fixes (a preços fixos) e de degustação durante o jantar.

O menu do Restaurant Week era específico para o evento, mas alguns pratos fazem parte do cardápio regular. Para as entradas: a primeira era uma espécie de steak tartare (Venison Tartare - US$ 14.00), com carne crua para ser misturada às alcaparras, mostarda, beterraba e cebola em cubos e gema de ovo cru. Uma deliciosa combinação! A segunda era uma mini amostra de Herring, um peixe nórdico que é curado e servido frio.

De pratos principais, provamos um mackerel, uma espécie de cavalinha, grelhado e acompanhado de repolho refogado e molho de mostarda ao vinho. O segundo prato foi um pedaço de barriga de porco, bem macio (e calórico!), acompanhado de batatas cozidas. Os pratos são temperados mas leves, sem exageros.

Para a sobremesa, uma espécie de mousse de avelã com compota de maçã e sorbet da mesma castanha e uma torta de maçã com sorbet. Provamos ainda uma terceira sobremesa do cardápio regular, um inusitado parfait de queijo de cabra com sorbet de lingonberry (Arctic Circle - US 12.00).

Local: Restaurante Aquavit (65 East 55th St, na Quinta Avenida)

Preço médio fora do Restaurant Week: US$ 40 por pessoa

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 18h50

12/05/2011

The 9th Ave. International Food Festival - NYC

 
 Mais um evento de gastronomia nas ruas de Nova Iorque. O Festival de Comida Internacional da Nona Avenida ocorrerá neste final de semana, entre as ruas 42 e 57, na Nona Avenida.
O evento anual tem por objetivo mostrar a diversidade cultural dos países, por meio de comidas típicas. Além de comida, haverá também barraquinhas com venda de bijouterias, roupas e outros acessórios.

Mais informações: http://ninthavenuefoodfestival.com/home

Datas: 14 e 15 de Maio de 2011

Horário: 12h às 17h

 

Categoria: Evento

Por Liana Wang às 22h20

11/05/2011

Frutos do mar em Boston - Legal Sea Foods

 
Para quem tiver dias extras em Nova Iorque ou for passar uma temporada na cidade, aproveite para conhecer Boston, em Massachussetts, a 3 horas de ônibus ou trem.

Além de uma arquitetura graciosa, ótimos centros de compras e lazer, Boston também possui restaurantes maravilhosos, especialmente os especializados em frutos do mar.

O Legal Sea Foods, apesar de ser uma rede popular com unidades em vários Estados americanos (inclusive em NY, mas não em Manhattan), oferece frutos do mar sempre frescos e sabororos. A rede lembra o estilo do Outback Steakhouse, TGI Fridays e Applebees, com pratos bem servidos e ambiente informal.

O forte da casa são as enormes lagostas, preparadas no vapor ou assadas. Outros pratos bastante requisitados são as ostras cruas (o menu possui opções de ostras vindas de diferentes regiões), os crabcakes (bolinhos fritos com carne de caranguejo), peixes diversos e caldos de frutos do mar.

Como entrada, pedimos uma porção de ostras cruas (preço da dúzia varia diariamente, de acordo com o mercado). Fresquíssimas e enormes. Para beber, uma refrescante limonada de romã!

De pratos principais, provamos quatro (na foto, da esquerda para a direita, sentido horário): o tradicional prato inglês de peixe frito e batatas fritas (fish and chips – US$ 16.95); vieiras e camarões grelhados (grilled shrimp and scallops – US$ 38.95); o famoso sanduiche com pedaços de lagosta com maionese (lobster roll – preço varia diariamente, média de US$ 17.00); e um sanduiche de mexilhões fritos, que dão um ótimo contraste de texturas entre o pão macio e os mexilhões crocantes (fried clam roll – US$ 16.95).

Depois desta mega refeição, não sobrou espaço para a sobremesa...

Local: Restaurante Legal Seafoods, Boston, Massachusetts (diversos endereços)

 

Por Liana Wang às 10h23

09/05/2011

Primeira visita ao Md.Sq.Eats!

  

O Md.Sq.Eats (abreviatura para Madison Square Eats) começou e fui lá conferir. De tempos em tempos, a cidade bloqueia algumas ruas na cidade para promover feirinhas com quiosques de comida e venda de bugigangas. Mas normalmente você vê sempre os mesmos participantes e a comida servida não é tão boa.

Mas fiquei impressionada com a qualidade do Md. Sq. Eats, talvez por ter uma  proposta diferente das tradicionais feirinhas regulares. O evento acontece a céu aberto, na Worth Square, uma pracinha ao lado do Madison Square Park. Quem chega pode até ficar um pouco frustrado pelo pequeno tamanho, mas a qualidade dos participantes, na maior parte restaurantes de renome, é que faz a diferença deste evento. No final, até achei ótimo, porque você consegue conhecer todas as barraquinhas em 10 minutos e não precisa andar quadras e quadras para voltar ao que você escolheu (rsrs).



Fui conferir a feirinha sábado passado. Infelizmente, só consegui chegar às 20h, uma hora antes do encerramento do dia. Neste horário, algumas barraquinhas já não possuíam alguns itens do cardápio, mas mesmo assim deu para provar bastante coisa e ficar com vontade de voltar para conhecer o resto!

Primeira parada: os tão falados burritos e tacos do Calexico! Já estava há tempos querendo conhecer e fiquei bem feliz ao saber que estariam presentes no evento. O Calexico foi fundado por três irmãos que preparam burritos e tacos com ingredientes de alta qualidade. Começaram com um carrinho no Soho e, o negócio deu tão certo, que agora possuem também dois restaurantes no Brooklyn.

Provamos o burrito de carne assada (US$ 9.00), recheado com pedaços de carne bem temperada e macia, arroz, feijão preto, queijo cheddar e pico de gallo (uma espécie de vinagrete). O burrito é bem servido e, se você estiver sozinho, será suficiente para que saia satisfeito.

Como eu tinha com quem dividir, partimos para um leve e delicioso panini de presunto cru, muzzarela de bufala e rúcula (prosciutto, buffala and arugula panini - US$ 8.00) do Piccolo Cafe, que possui três endereços na cidade servindo croissants, cafés de ótima qualidade (inclusive do Brasil), massas e saladas. Tudo na linha do orgânico e saudável!

Finalmente, uma porção de costelinhas de porco (US$ 10.00) do Eataly, do  renomado chef Mario Batali. Sua loja gigantesca com misto de empório, restaurantes, gelateria e café fica bem ao lado da Worth Square e é também uma parada obrigatória. As costelinhas eram fritas e muito bem temperadas, servidas quentinhas. Há um combo de costelinhas, grão de bico e cerveja por US$ 17.00.

Para refrescar, uma limonada "verde" (green lemonade - US$ 3.00) do Ilili, restaurante de comida mediterrânea. A bebida era uma agradável combinação de suco de limão, pepino e gengibre. Deliciosa! O pepino faz com que a limonada não fique tão azeda.

A este ponto eu já não aguentava mais nada, mas me chamou a atenção uma barraquinha de chocolates caseiros que servem também vinho e cerveja para acompanhar. A Nunu Chocolates é um misto de loja com café no Brooklyn que produz chocolates caseiros com sabores inusitados, como os recheados com caramelo salgado e com pimentas chilli. Comprei uma caixinha de chocolates com grãos de café, que foi para fechar com chave de ouro!

Além das barraquinhas de comida, há também venda de temperos, bijouterias, bolsas de material reciclado e artigos de decoração.

Local: Md.Sq.Eats - Worth Square, Madison Square Park

Horário: diariamente, das 11h às 21h até 3 de Junho de 2011.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h19

05/05/2011

Stands de comida no Madison Square Park - 6 de Maio a 3 de Junho

 
A partir de amanhã (6 de Maio) até o dia 3 de Junho acontece em Nova Iorque o Md.Sq. Eats, um evento anual que reúne diversos restaurantes e vendedores de comida de rua para celebrar a primavera. Os visitantes poderão comprar a comida nas diversas barraquinhas e fazer uma agradável refeição no parque (Madison Square Park) ou levar para casa.

Os participantes deste ano incluem alguns restaurantes celebrados, como o Momofuku Milk Bar, do chef David Chang e o Eataly, do chef Mario Batali. Abaixo segue a lista completa dos participantes:

Asia Dog, Bar Suzette, Breezy Hill Orchard, Calexico, Carnelian Knoll, Chameleon, Cookie Panache, Eataly, Engage Green, Goat Town, Hong Kong Street Cart, ilili, Karma Living, kudu-lah, Marquet, Momofuku Milk Bar, Nunu Chocolates, P&H Soda Co.,  Piccolo Café, Resto, Roberta’s Pizza, Sigmund Pretzelshop, Stuffed Artisan Cannolis, Selen Design, Spices and Tease, The Filling Station, Yumi Chen Designs.

Além de comida, haverá também algumas barraquinhas de itens de jardinagem e decoração.

Local: Worth Square, Madison Square Park (Rua 23 com a Quinta Avenida)

Horário: 11 às 21h (6 de Maio a 3 de Junho)

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h00

02/05/2011

O primeiro dim sum de Nova Iorque

 
 
As casas de chá chinesas, que servem o famoso dim sum, são muito populares em Nova Iorque (veja o post neste blog). No bairro de Chinatown, há inúmeros restaurantes especializados. 

Tempos atrás conheci a primeira casa de dim sum em Nova Iorque, o Nom Wah Tea Parlor, aberta em 1920! O local passou há pouco tempo por uma reforma e foi reaberto sob a nova direção do sobrinho do antigo proprietário. 

Apesar da reforma, o restaurante manteve as características históricas do lugar. Até mesmo alguns dos copos para servir as inúmeras variedades de chá datam de sua fundação. 

O dim sum no Nom Wah não é servido nos tradicionais carrinhos de metal circulando entre as mesas. Para oferecer uma comida mais fresca, o cliente seleciona os pratos marcando um X ao lado das opções do menu. 

Os pratos provados estavam extremamente saborosos e frescos, com atendimento bastante cordial e eficiente. Se ficar na dúvida do que provar, não hesite em pedir algumas sugestões ao Wilson, atual proprietário, que está sempre acompanhando pessoalmente o andamento do lugar. 

Os meus preferidos são sempre os dumplings recheados de camarão, como o shrimp sui mai (US$ 3.50), shrimp har gow (US$ 3.50) e o shrimp & snow pea leaf dumpling (US$ 3.95). Outros pratos muito saborosos são os dumplings vegetarianos, o arroz de mochi temperado com frango enrolado em folha de bambu (sticky rice with chicken in bamboo leaf – US$ 4.95) e as costelinhas de porco no vapor (steamed spare ribs – US$ 3.50). Não deixe de provar também a pata de caranguejo frita à milanesa (fried crab claw – US$ 2.50). Este prato não é facilmente encontrado em outras casas de dim sum. 

Por estar localizado em uma rua fora das principais vias de Chinatown, o Nom Wah é uma ótima opção para provar um dim sum autêntico sem ter que esperar por quase uma hora na fila, comum nos maiores restaurantes da região. 

Local: Restaurante Nom Wah Tea Parlor – 13 Doyer Street, Chinatown, NYC. 

Preço médio: US$ 20 por pessoa 

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 17h08

26/04/2011

Picolés reinventados

A primavera finalmente chegou no Hemisfério Norte e nada melhor do que um picolé para se refrescar nesta agradável estação. 

Nova Iorque possui inúmeras sorveterias, que vão desde as tradicionais lojas Haagen-Dazs, as especializadas em sorvetes de iogurte (como pinkberry, red mango e os carrinhos de rua), gelaterias italianas e até uma casa só de picolés caseiros. 

O Popbar é uma pequena loja que oferece uma versão mais moderninha dos tradicionais picolés. A grande sacada foi oferecer picolés artesanais feitos com ingredientes de alta qualidade e dispor as inúmeras opções de sabor em uma vitrine transparente à vista do cliente. Outro diferencial bem bacana é que o cliente também pode personalizar o seu, escolhendo o sabor da fruta e depois a cobertura, com opções de castanhas, casquinha de chocolate, etc. 

As versões de frutas são deliciosas e bem refrescantes, sem nenhuma mistura nem conservantes. Mas confesso que as campeãs foram a de chocolate (com cobertura de chocolate) e a de café. Todos os sabores possuem uma consistência extremamente cremosa e com sabor bem concentrado, não deixando nada a perder para os sorvetes de massa de outras sorveterias.

Local: Popbar - 5 Carmine Street (com a 6ª Avenida), Nova Iorque

Preço: bem salgado para um picolé. Média de US$ 5.50 por unidade!

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 15h10

21/04/2011

Bagels no Barney Greengrass

Um ótimo lugar para provar os famosos bagels nova iorquinos é o Barney Greengrass, uma deli judaica fundada há mais de cem anos na cidade. 

Localizado no Upper West Side, os frequentadores, incluindo várias celebridades, enfrentam longas esperas para provar os bagels recheados com uma das inúmeras variedades de peixes defumados. Os mais tradicionais acompanham cream cheese, tomate e salmão ou esturgião defumado.

Apesar de serem os mais populares, você pode optar por outro tipo de pão caso não queira o bagel.

 

Além disso, constam também no cardápio omeletes, saladas, sopas e outros sanduiches. Na dúvida de qual peixe defumado escolher, o cliente pode ir diretamente ao balcão e observar as variedades disponíveis, que também são vendidas para viagem. 

O local é bem simples, ainda mantendo as características da época da fundação.

 

 Local: Barney Greengrass - 541 Amsterdam Avenue (cruzamento com a rua 86)

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 19h13

14/04/2011

O acolhedor Sugiyama..

 

Pertinho de Columbus Circle, em Nova Iorque, o Sugiyama é um pequeno e acolhedor restaurante japonês que se destaca por sua comida simples e autêntica.

O menu se diferencia por oferecer apenas opções prix-fixe, ou seja, você escolhe os itens dentre algumas opções pré-determinadas por um preço único. No Sugiyama, há diversos menus prix-fixe, que variam de US$ 32.00 a US$ 198.00. O que difere de um para outro são a quantidade e as opções mais elaboradas dos pratos.

O prix-fixe de US$ 32.00 só é oferecido das 17h30 às 18h30 e das 21h às 22h30. Neste menu, você escolhe uma entrada (normalmente uma salada ou carpaccio de polvo ou outro peixe) e um prato principal (porção de sashimi, peixe do dia grelhado, carne grelhada ou mix de frutos do mar grelhado). Arroz, sopa de miso e picles japonês acompanham a refeição. Para finalizar, é servida uma leve e saborosa sobremesa feita de gelatina de grapefruit com uma espécie de creme de leite.

As porções não são grandes, mas suficientes para uma refeição sem sair estufado. Há ainda uma carta de vinhos, com opções em taças e meia garrafa, além de uma extensa carta de sakes.

Os pratos são preparados na hora, à vista do cliente e os ingredientes estão sempre muito frescos. Muitos podem achar que não há nada de especial na originalidade, mas se você procura por uma boa refeição (o restaurante é muito bem avaliado pelos críticos e clientes), sem invenções modernas e com ótimo atendimento, o Sugiyama é o lugar perfeito.

Falando em atendimento, o Sugiyama se destaca neste quesito. Desde o chef até os atendentes fazem você se sentir como um velho amigo. Principalmente em horários menos disputados para pegar o menu prix-fixe de US$ 32.00, você pode passar um bom tempo batendo papo com eles.

O ambiente é bem tradicional, com carpete e biombos de madeira dividindo algumas mesas.

Local: Restaurante Sugiyama – 251 West 55th Street (a entrada é bem discreta e fica entre dois outros restaurantes japoneses).

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h22

05/04/2011

Aplicativos de busca e avaliações de restaurantes em smartphones

 

 

Para quem vier a Nova Iorque com um smartphone, há diversos aplicativos interessantes para pesquisar sobre restaurantes e pratos na cidade. Mesmo se você não quiser pagar por um plano de dados internacional, há diversos pontos com wi-fi grátis. As redes Starbucks, McDonald's, Burger King e outras lanchonetes espalhadas pela cidade são alguns dos lugares onde você poderá acessar a internet gratuitamente.

Os aplicativos que tenho usado para pesquisar sobre restaurantes na cidade e que estão disponíveis tanto para sistemas Android quanto Iphones:


  1. Yelp - o Yelp é um site em que os usuários podem avaliar os restaurantes que frequentaram. O grande diferencial para outros sites do gênero é que as avaliações deste são feitas pelos clientes, e não por críticos de restaurantes. A nota é dada em estrelas, que podem variar de 1 a 5. Além disso, pode-se ler avaliações descritivas e ver fotos do local e pratos tirados pelos clientes. Para pesquisar um dado restaurante, basta digitar o nome do local no campo de buscas. O Yelp possui também aplicativo que pode ser baixado nos smartphones. 

  1. Foodspotting - o grande diferencial deste aplicativo é que, ao invés de avaliações positivas e negativas de restaurantes, os pratos é que são avaliados. O objetivo deste aplicativo é mostrar ao usuário, por meio de fotos e descrições, os pratos provados em determinados restaurantes. Outra característica bem bacana é que, ao iniciar o aplicativo, este já mostra as fotos dos pratos e seus respectivos restaurantes nas redondezas da onde você estiver. Ou seja, se você está em um determinado bairro mas não sabe aonde nem o que comer, basta acessar o foodspotting que ele automaticamente mostra os pratos com informações dos locais próximos da onde você está. 

3. Opentable - este site, que também possui aplicativo para smartphones, já foi mencionado no blog diversas vezes. O forte dele não são as avaliações de pratos nem restaurantes, mas a possibilidade de reservar mesas e ganhar pontos pelas reservas, que se convertem em desconto nas contas futuras. Para fazer reserva, é necessário criar uma conta no site.

 

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 19h30

31/03/2011

Comida italiana e compras em South Street Seaport

Um dos pontos turísticos bastante visitados em Nova Iorque é a histórica área de South Street Seaport. O local fica bem ao sul da ilha, quase se misturando ao Financial District, e é caracterizado pelas ruas em paralelepípedo e prédios históricos charmosos que foram revitalizados. 

Além das lojas e do porto onde se pode avistar os barcos, a região possui diversos restaurantes, que, passado o inverno, colocam algumas mesas na área externa, tornando a experiência ainda mais agradável. 

Apesar de não estar localizado na rua principal de South Street Seaport, o Barbarini é um charmoso mix de empório e restaurante italiano que vale a visita para quem estiver na região. Na realidade, são dois estabelecimentos, um ao lado do outro, interligados internamente. 

O Barbarini Mercato é um mini empório que vende os famosos antepastos italianos, além de massas, doces e vinhos. Ao fundo, encontra-se a parte principal do restaurante, com poucas mesas em um charmoso ambiente com tijolos aparentes e teto de vidro. Ao lado do Mercato está o Barbarini Alimentari, onde tudo começou. O pequeno espaço conta apenas com quatro ou cinco mesas, da onde se pode observar parte da cozinha. Apesar do espaço mais apertado, as mesas do Alimentari possuem a vantagem de ter a vista para a charmosa rua histórica.

 No cardápio, além das massas artesanais, há sempre uma dezena de pratos especiais do dia (a preços um pouco mais altos), com opções desde massas, peixes, carnes e risotos. A carta de vinhos também merece destaque, na média com um bom custo benefício. Assim como os pratos, há sempre um vinho especial do dia (que na visita estava com um preço um pouco salgado, apesar da boa qualidade). 

Além da comida deliciosa, o preço também é bem razoável, muito mais em conta que os restaurantes italianos do bairro turístico de Little Italy. Entre as 16h30 e 19h, há ainda um menu especial, com direito a entrada, prato principal e sobremesa por US$ 19.95! 

Para começar, pedimos uma generosa tábua de frios com fatias de salame, presunto cru, azeitonas, umas três variedades de queijo e cesta de pães para acompanhar (assorted meats for four – US$ 26.00) 

No dia da visita, estávamos em um grupo de quatro pessoas e cada um pediu um prato diferente. Da esquerda para a direita, em sentido horário, o primeiro prato ao lado da tábua de frios é um spaghetti com ragu de linguiça (spaghetti with sausage ragu – US$ 15.00). O segundo prato foi um clássico fettuccine a bolognesa (fettuccine alla bolognese – US$ 15.00). Os dois últimos pratos foram do cardápio especial do dia. Um spaghetti com mariscos e um fettuccine com tinta de polvo e lagosta.

A massa da casa vem perfeitamente cozida e os molhos são deliciosos. Apesar da sofisticação dos pratos do dia, os campeões foram os mais simples e baratos do cardápio, com ragu de linguiça e o fettuccine a bolognesa.

 

Já fui ao Barbarini duas vezes e o atendimento é sempre muito cordial. Da última vez, ultrapassamos o horário de fechamento do local e mesmo assim o serviço continuou perfeito.

Local: Barbarini Mercato e Alimentari - 225 Front Street, South Street Seaport

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 17h24

21/03/2011

A lanchonete de Seinfeld

 
 Apesar de ser bem mais gorduroso, não deixem de provar um típico café da manhã americano quando forem a Nova Iorque ou a qualquer outro lugar na terra do tio Sam. O brunch americano é encontrado em qualquer lanchonete, ou "diner" como é conhecidos por lá.

Mas, assim como o Katz Deli, que ficou famoso pelo filme "Quando Harry encontrou Sally", há também um diner que vale a visita, mais pela fama do que pela comida: é o Tom's Restaurant. A fachada do Tom's foi usada como cenário para a lanchonete onde os personagens do seriado Seinfeld se encontravam frequentemente.

Os cardápios dos diners são sempre muito extensos, mas normalmente os pratos de um típico café-da-manhã americano incluem no mínimo 2 ovos, algum tipo de pão, salsichas e bacon. Você pode escolher como prefere os ovos: scrambled (mexidos) ou simplesmente fritos. Nas opções de pães, há os english muffins (um pão redondo bem fofo), french toast (pão de forma tostado), bagels (as famosas rosquinhas massudas) ou pancakes (as panquecas igualmente massudas).

Para quem não quer tanta sustância logo pela manhã, há também pratos de omeletes (tamanho de porções americanas, claro) com diversos ingredientes, sanduiches ou apenas pancakes com alguma calda - maple syrup (um melaço doce proveniente de uma árvore do Canadá) ou qualquer outra opção de geléia disponível.

A versão do pancake que pedimos é de banana, com rodelas misturadas à massa e nozes por cima.

Local: Tom's Restaurant - 2880 Broadway (com a rua 112)

Preços: omeletes US$ 7 a US$ 8.50; 1 ovo com bacon, presunto ou salsicha: US$ 4.00; pancake com bacon, presuntou ou salsicha: US$ 5.65.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h50

14/03/2011

Casa especializada em yakitoris e soba

 
O Soba Totto é um dos inúmeros restaurantes em Nova Iorque que servem o soba, um tipo de macarrão japonês feito de trigo sarraceno. Além do soba, outra estrela da casa são os yakitoris, espetinhos de carnes e verduras assados na grelha.

Para provar uma das entradas, pedimos o Tako Wasa, porção de pedaços de polvo cru marinado com molho de wasabi. A combinação de sabores é perfeita e o polvo cru tem uma textura crocante. Mas esta entrada é apenas para os resistentes à pimenta.

O restaurante possui inúmeras opções de soba, tanto frias quanto quentes. O soba que pedimos era a sugestão do dia (além dos sobas fixos no cardápio, há sempre alguma variação diária), feito de chá verde.

O soba frio, como mostrado na foto, é normalmente servido em uma bandeja rasa de bambu. O caldo vem servido à parte, assim como cebolinha e pasta de wasabi. A maneira correta de se comer o sobá frio é utilizar o hashi e pegar uma porção do macarrão e molhá-lo no caldo (já com a cebolinha e o wassabi misturados). No final, o atendente ainda traz o caldo quente em que o macarrão foi cozido e o mistura ao resto do caldo frio do soba para que o cliente possa saborear. Dizem que faz muito bem à saúde, além de ser saboroso!



Já os sobas quentes já vem misturados ao caldo e prontos para serem saboreados.

Dizem que a melhor maneira de se provar um bom soba é saboreá-lo frio, pois o caldo quente pode alterar a textura do mesmo.

Outro destaque do Soba Totto são os yakitoris, os espetinhos com diversas opções de carnes e verduras. São mais de trinta variedades!

No dia da visita, provamos os espetinhos de fígado de frango, frango, pimenta verde ao molho de misso e língua de boi. Todos os yakitoris são muito bem temperados e preparados à vista dos clientes. Ótimo para acompanhar uma cerveja ou um dos inúmeros cocktails à base de sake da casa.

 A sobremesa também foi um capítulo à parte...assim como os sobas, além das opções fixas do cardápio, sempre há algumas sugestões especiais do dia. Optamos por uma pêra cozida ao vinho com sorvete de iogurte e mini pedaços de gelatina de alga. Bem refrescante e leve!



Local: Soba Totto - 211E 43rd St (próximo à estação Grand Central)

Ambiente: moderninho e intimista, com um bar na entrada e as mesas voltadas para um aquário de onde se pode observar a preparação dos yakitoris.

Preços: Tako Wasa (polvo marinado) - US$ 6.00; Soba de chá verde - US$ 15.00
Yakitoris - US$ 2.5 a US$ 8.0
Sobremesa - US$ 8.00

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 13h02

08/03/2011

A comida e o design interior do Tao

Nova Iorque possui diversos restaurantes que prezam não só pela boa comida como também pela decoração inspiradora. Um deles é o Tao, restaurante de cozinha asiática moderna.

Apesar do amplo espaço, o local está sempre lotado (altamente recomendável fazer reserva) e é constantemente frequentado por celebridades.

Logo na entrada, um charmoso bar acomoda as pessoas que esperam por uma mesa ou algum acompanhante. Assim que se entra no salão principal, vê-se o enorme Buda ao fundo, cercado por uma fonte com carpas nadando ao seu redor. Vale a pena a vista para quem conseguir uma mesa no salão superior.


Os pratos também não decepcionam. Para quem tiver a oportunidade de ir durante o almoço, há um menu prix-fixe por US$ 26.50, com direito a entrada, prato principal e sobremesa, sendo que há 3 opções de escolha para cada item. Uma barganha para o nível do restaurante e a qualidade dos pratos. Além deste combinado, há as opções regulares do cardápio.

No dia da visita, optamos por um menu prix-fixe e alguns pratos do cardápio regular.

Do menu prix-fixe, a entrada escolhida foi uma saborosa sopa com dumplings (bolinhos com massa de arroz recheado com carne) e verduras. Ótimo para os dias de inverno!

De principal, um frites and meat, um prato nada oriental, não fosse o tempero da carne e das fritas. A carne estava tão macia que quase derretia na boca. As fritas vieram sequinhas e com um inusitado e saboroso tempero de curry.

Para finalizar, pedimos um sorbet de manga regado ao leite de côco e frutas picadas. Bem refrescante e leve.


Do menu regular, pedimos mais três pratos. O primeiro foi um tartar de atum sobre arroz com uma crosta levemente crocante (Spicy Tuna Tartar on Crispy Rice – US$ 16). Depois um rolinho primavera recheado com pedaços de lagosta e camarão ao molho de abacaxi (Lobster and Shrimp Spring Roll, Spicy Pineapple Saude – US$ 17), e finalmente um sushi recheado de caranguejo de casca mole (Crispy Soft Shell Crab and Shiso Roll with Yuzu Mayonnaise – US$ 17).

Todos os pratos do Tao são muito bem servidos e deliciosos. Confesso que os meus preferidos foram o Frites and Meat (menu prix-fixe) e o Spicy Tuna Tartar on Crispy Rice.

Local: Restaurante Tao – 42 East 58th Street  

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 01h54

06/03/2011

A pizza de Michelle Obama em NYC

 

Sábado às 16h30...certeza de que não haveria fila em nenhum restaurante de Nova Iorque. Engano...pelo menos não na famosa pizzaria Grimaldi's, no Brooklyn. Mas depois que vi que até a primeira dama dos Estados Unidos fez questão de comer no local em uma visita à cidade...percebi o quão famoso é o lugar. 

O jeito foi esperar. Descobrimos também que ir em um grupo de 4 ou mais pessoas piora um pouco a situação..muitos casais que estavam atrás de nós conseguiram mesas antes. 

Pedimos duas pizzas para cinco pessoas. As pizzas de Nova Iorque são um pouco maiores mas os recheios são mais leves que as de São Paulo. A massa é fininha e a borda crocante.

 A primeira pizza foi de cogumelos com salsicha artesanal e muzzarela fresca...esta bem mais leve e cremosa que as paulistanas. A segunda foi de ricota com azeitonas. Uma combinação simples mas bem saborosa também.

 

Se a pizza do Grimaldi's é melhor que a de São Paulo? Difícil comparar..são sabores bem diferentes. Mas para aqueles que pensavam que as pizzas americanas se resumiam às redes Pizza Hut e Domino's Pizza...terão uma agradável surpresa. Há diversas pizzarias na cidade, algumas com forno à lenha, outras que preparam as redondas no carvão e até mesmo no forno elétrico. A do Grimaldi's é assada no carvão.

Outra diferença é que as opções de sabores das pizzas americanas se resumem a no máximo uma dúzia de ingredientes básicos, como muzzarela, ricotta, azeitonas, pepperoni, tomate, cebola e alho. Você pode misturar os sabores e montar a pizza ao seu gosto. 

Sobremesa...pedimos dois cannolis e um tartufo. Sugestão: embora o tartufo estivesse bom, não recomendaria guardar o apetite para as sobremesas do Grimaldi's. O cannoli estava demasiado doce, bem diferente do canolli do Ferrara. 

Ambiente: o local possui ambiente de cantina italiana e poucas mesas. 

Local - Pizzaria Grimaldi's - 19 Old Fulton Street, Brooklyn (NY) 

Preços: pizza grande US$ 14.00

Vinho tinto da casa: US$ 16.00 a garrafa

Tartufo: US$ 4.00

Cannoli: US$ 3.50

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 21h37

01/03/2011

Restaurante Matsugen fecha as portas

 
 Triste notícia para os apreciadores da boa culinária japonesa e que pretendiam visitar o restaurante Matsugen, que já foi postado neste blog, em Nova Iorque.

O restaurante fechará as portas neste fim de semana.. 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 20h23

Sanduiche de lagosta

 

Uma excelente opção de lanche para os apaixonados por frutos do mar é o sanduiche de lagosta (ou lobster roll, como é conhecido) do Luke's Lobster.

Na época da visita, em 2009, o local havia acabado de ser inaugurado e se resumia a uma minúscula lanchonete no bairro de East Village. Atualmente, já são três endereços na cidade.

O proprietário do local é de uma família ligada à indústria de processamento de lagostas em Maine. Com isso, conseguem os frutos do mar sempre frescos a preços acessíveis.

Os rolls da casa nada mais são do que fartos pedaços de lagosta servidos em um pão macio. O tempero, para não ofuscar o gosto do ingrediente principal, resume-se a sal, azeite e um pouco de maionese. Mas tudo é opcional. A lagosta é o principal, mas há opções de rolls com camarão e caranguejo.


As poucas opções do cardápio incluem batata chips, um combo com um mix de cada roll e caldos com frutos do mar.

Para acompanhar, não deixe de provar a ginger beer, uma cerveja doce e refrescante com aroma de gengibre.

3 endereços: 

93 E 7th St. (East Village)

426 Amsterdam Avenue (Upper West Side)

242 East 81st Street (Upper East Side)

Ambiente: a lanchonete de East Village é minúscula e possui apenas dois apertados balcões com bancos para os sortudos que conseguirem sentar. Não foi o nosso caso. A opção foi comer na porta da lanchonete, em pé.

Preço: Lobster Roll - US$ 15.00 

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 11h36

25/02/2011

Cupons de desconto em restaurantes

Mais uma dica para quem quiser aproveitar os bons restaurantes de Nova Iorque e outras cidades sem gastar muito. Além do Restaurant Week (que infelizmente só acontece duas vezes por ano durante duas semanas) e de aproveitar os melhores restaurantes na hora do almoço (quando os preços são reduzidos), os visitantes podem se cadastrar nos sites de compras coletivas para conseguir descontos médios de 50% em ótimos restaurantes da cidade.

Os mais populares por aqui para desconto em restaurantes e bares são o Groupon (também presente no Brasil) e o site do Opentable, já mencionado neste blog. O Opentable, além de concentrar as reservas dos restaurantes da cidade, oferece uma oferta por vez, normalmente com cupons em que você paga US$ 25 com direito a gastar US$ 50 na refeição. Para facilitar a busca de descontos em diversos sites, você pode se cadastrar no site do Yipit, que reune os sites mais populares de compras coletivas, por temas de interesse.

Além de restaurantes, os visitantes ainda podem aproveitar promoções em diversas lojas, como livrarias, cafés, passeios, etc.

Mesmo para quem pretende visitar a cidade somente daqui a alguns meses, vale a pena se cadastrar e comprar os cupons de interesse, pois normalmente a validade é de 3 a 6 meses. E depois que voltar de viagem, basta se descadastrar ou solicitar para não receber mais os emails com as ofertas.

Dica importante: lembre-se sempre de fazer reserva para os restaurantes! 

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 13h07

22/02/2011

Sanduiche de carne defumada em Montreal, Canada

 
 Ano passado fui conhecer a cidade de Montreal, no Canada. Assim que comentei com um amigo, a primeira dica que me passou foi: não deixe de conhecer o Schwartz!!!

 O Schwartz, assim como o Katz Deli, em Nova Iorque, é uma instituição em Montreal. Ambos são famosos pelos sanduiches de carne defumada de tamanho gigante.

No dia da visita, para a nossa surpresa, não havia fila na entrada, fato raro de acontecer. A pequena lanchonete estava cheia, mas havia exatamente uma mesa nos esperando. Pedimos então dois sanduiches de carne defumada e uma porção de fritas para dividir entre três pessoas e um popular refrigerante local: “cerise noire”, com inusitado sabor cereja. 

Sem desmerecer o Katz, a carne defumada do Schwartz ganhou em sabor e maciez em relação ao pastrami, pois vem mais suculenta e os temperos são mais acentuados. De dar água na boca. Não é à toa que este amigo faz questão de ir ao local pelo menos duas vezes toda vez que visita Montreal. Uma vez assim que chega à cidade e outra na hora de ir embora.

 Para quem não faz questão do pão, há a opção de uma generosa porção da carne defumada servida no prato.

 As fritas não foram as melhores que já provei, mas são sempre um bom acompanhamento para um sanduiche.

 Local: Schwartz's Deli – 3895 Saint Laurent Boulevard, Montreal, Quebec

 Ambiente: bem simples, quase sem decoração e com poucos lugares (muitas vezes você terá que dividir a mesa com outros clientes). 

Preço: sanduiche de carne defumada (smoked meat sandwich) – CAD$ 5.90 (na época da visita, 1 dólar canadense = 1 dólar americano). Outra vantagem em relação ao Katz: o preço do Schwartz é quase a metade.

 

Por Liana Wang às 23h25

15/02/2011

Mais hamburger no Burger Joint

 
  Outro hamburguer que todo mundo deve provar quando for a NYC, não só pelo sabor mas também pelo lugar!

As fotos dizem tudo. Você entra em um hotel chique (Le Parker Meridien) e encontra apenas o balcão da recepção. Lá no fundo, uma imensa cortina vermelha de veludo guarda a entrada para o Burger Joint...não há como descobrir isso a não ser que você pergunte na recepção ou encontre a fila ao lado de fora da cortina.

Depois que você passa pela lateral da cortina, a imagem daquele hotel luxuoso simplesmente desaparece. Parece uma lanchonete de beira de estrada, com paredes de madeira, cartazes de filmes antigos e de bandas de rock!



Cardápio? Tem um, escrito à mão com canetinhas coloridas e grudada na parte superior do balcão. As instruções são bem curtas e claras. 1) escolha entre hamburguer ou X-burguer; 2) escolha o ponto da carne; 3) opções adicionais: maionese, alface, tomate, cebola, picles, ketchup, mostarda. Para facilitar, há a etapa 4, ou seja, se você quer o hamburguer ou X-burguer com tudo o que tem direito, peça pelo "The Works".

Um detalhe: no final do cardápio há um aviso. Se você ainda está indeciso, não perca o tempo dos clientes que estão atrás de você e nem dos atendentes e só volte à fila quando tiver o pedido na ponta da língua! Parece restaurante chinês!



Há pouquíssimas mesas na apertado lanchonete. Além de algumas mesas ao estilo Mc Donald's, há um balcão comunitário com alguns bancos no centro. Mas, com exceção dos turistas, a maioria pede para viagem.


Voltando ao principal: o hamburguer. É delicioso e suculento. Alguns acharão simples demais, pois não há opção de demais acompanhamentos, como bacon, etc. Outros já acham que é assim que deve ser. Afinal, o importante é o sabor e a textura da carne. E isso o Burger Joint tem.

Assim como o Shake Shack, o Burguer Joint sempre figura nas listas dos melhores hamburgueres de NY.

Preço: Hamburguer - US$ 7,00; X-burguer: US$ 7,50

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 20h45

14/02/2011

Nova Unidade Doughnut Plant!

 
 
O Doughnut Plant inaugura hoje sua segunda loja!
Local: Hotel Chelsea - 222 West, 23rd Street (entre a 7ª e a 8ª avenidas) 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 11h52

10/02/2011

Cafe Asean

 
 Próximo ao burburinho de Union Square, um pequeno restaurante tem recebido ótimas avaliações pela sua relação custo-benefício.

O Cafe Asean oferece pratos do sudeste asiático, principalmente de influência vietnamita, malaia e tailandesa. O menu é enxuto, mas há opções com carne bovina, suina, frango, peixe e camarão. Alguns dos pratos também podem ser solicitados na versão vegetariana.

De entrada, pedimos um dumpling no vapor recheado com cogumelos e molho de soja com gengibre. Há também a opção do mesmo bolinho na versão frita.

Como pratos principais, pedimos um de camarões ao curry verde acompanhados de legumes e arroz (green curry shrimp) e outro de costelinhas de porco grelhado e coberto por um saboroso molho com amendoim.


Cafe Asean


Local: Cafe Asean – 117 W 10th Street

Ambiente: o restaurante ocupa um sobrado em uma rua tranquila. O lugar é simples mas aconchegante, com poucas mesas. Nos dias mais quentes, há mesas disponíveis no quintal, o que torna a refeição ainda mais agradável.

Dicas: o restaurante aceita apenas pagamento em dinheiro e no almoço os preços são ainda mais reduzidos!

Preço médio no almoço: US$ 15.00

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 23h04

03/02/2011

Blueberry pancake no Clinton St Baking

 
 Nos Estados Unidos, há uma rede de televisão chamada Foodnetwork especializada em programas de culinária, dicas de restaurantes e competições, sempre envolvendo comida.

Estava assistindo a um programa chamado "Throwdown", em que um chef renomado (Bobby Flay) desafia o melhor prato de uma localidade para ver se ele consegue fazer melhor. Em um dos episódios, o blueberry pancake (o pancake, assim como o muffin, é um dos itens mais tradicionais do café da manhã americano) do Clinton St Baking foi desafiado. E Bobby Flay perdeu.

 Anotei o endereço e fui conhecer pessoalmente. O lugar é pequeno, mas bem charmoso, com ambiente de bistro.

 Para começar, provei uma das inúmeras opções de omeletes do cardápio - o spanish scramble. Descobri que não é só o blueberry pancake que é excelente lá. O omelete foi um dos melhores que já provei! Esta opção vem com 3 ovos mexidos, chorizo, tomates, cebolas caramelizadas, cebolinha, e queijo derretido por cima. Vem acompanhado por hash brown (batatas amassadas, sem chegar ao ponto de purê) e torradas.

E depois, finalmente, o blueberry pancake...3 pancakes empilhados com vários blueberries no centro. Quando cortei o pancake...mais blueberries entre as camadas! E para completar, um potinho com maple butter - manteiga derretida com maple syrup para colocar por cima do pancake....vale a pena cada caloria!

Enfim, estando em NYC, não deixe de tomar um café-da-manhã no Clinton's. Voltarei lá pois fiquei com água na boca quando vi um prato de onion rings na mesa ao lado..e para quem gosta de muffins, o de chocolate é maravilhoso!

É um pouco fora da rota turística, mas vale a pena! E procure ir durante a semana para não enfrentar tanta fila.

Local: Clinton St Baking - 4 Clinton Street (Lower East Side)

Preços: Spanish Scrumble - US$ 13.00
Blueberry Pancake - US$ 13.00

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 22h18

27/12/2010

Soft Shell Crab

 

Como o nome diz, o soft shell crab é um caranguejo com casca mole, ou seja, você come ele inteiro, sem se dar ao trabalho de ficar quebrando a casca com o alicate para obter um mínimo de carne.

Este tipo de caranguejo não é uma espécie diferente que possui a casca mole, mas sim o que foi capturado na época da troca de casca. Por isso, o soft shell crab só é oferecido de abril a outubro.


 

Fui em dois restaurantes em NYC que ofereciam este prato, um chinês e um japonês. O prato da foto acima é do restaurante chinês Great NY Noodletown, em Chinatown. O caranguejo é grande (ao contrário do oferecido no restaurante japonês, bem menor e servido como entrada) e a porção vem com dois caranguejos. O soft shell crab vem temperado com sal e pimenta do reino e é envolto em uma fina camada de farinha e a seguir frito. Para dar o toque final, algumas rodelas de pimenta verde são servidas por cima.


Você também encontrará o soft shell crab nos diversos restaurantes vietnamitas da cidade.

 

Local: Great NY Noodletown. 28 Bowery, NYC
Apesar do nome, o restaurante oferece muito mais do que pratos de macarrão, com um cardápio extenso com pratos diversos da culinária cantonesa.

Ambiente: assim como o Big Wong, o ambiente é bem simples e pequeno. Costuma-se ter fila na estreita entrada (que também mostra os cozinheiros em ação e os famosos patos e porcos pendurados no aquário da cozinha).

Preço: como a maioria dos restaurantes chineses...muito barato. Este prato, especificamente, é um dos mais caros do local pelo fato de ser sazonal. O preço do prato com dois caranguejos sai por US$ 16,00.

 


Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 17h11

08/12/2010

O Megu e seu Buda de gelo

 

O inverno já chegou em NYC e não vejo a hora do próximo Winter Restaurant Week! As datas já foram divulgadas – 24 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2011. Portanto, para quem estiver na cidade, prepare-se para fazer as reservas assim que começarem para garantir os melhores restaurantes! 

No começo do ano, aproveitando a última semana do Winter Restaurant Week 2010, fomos a um sofisticado restaurante japonês – o Megu.

 Apenas a arquitetura do lugar já valeria a visita. A entrada possui um bar com alguns lounges para que as pessoas possam aguardar pela mesa. Optamos por provar um drink de sake e champagne com melancia. Bem refrescante.

 Já o salão principal impressiona pelo pé direito. Um sino gigante com caracteres japoneses escritos em seu interior fica no centro do salão e, abaixo dele, um buda feito de gelo, que é reposto diariamente.

O menu do Restaurant Week do Megu oferecia 3 opções de entrada, 3 de prato principal e 2 sobremesas. 

Para a entrada, provamos a salada oriental com peixe cru (red snapper) e molho à base de gergelim. A outra entrada era composta de vieiras levemente fritas na manteiga com molho teriaki. Tudo muito bem temperado e leve.

 A opção de um dos pratos principais foi o Kobe beef (aquele bife especial japonês, em que os bois recebem até massagem!) servido sobre uma pedra com finas fatias de alho. Super macio e suculento, aliás, o melhor bife que já comi!

A outra opção foi uma posta de bacalhau (silver cod) com molho à base de alho e acompanhado de arroz. O peixe estava bem temperado e quase derretendo na boca.

 E para finalizar...pedimos a famosa sobremesa dos americanos. Cheesecake!

Levíssimo...só senti falta de uma calda de frutas vermelhas por cima...mas mesmo assim estava delicioso!

 O Restaurant Week é sempre uma excelente oportunidade para conhecer restaurantes mais sofisticados a preços bem razoáveis.

Talvez por existir há pouco tempo, acho que os participantes do Restaurant Week de São Paulo poderiam se inspirar e participarem mais ativamente deste tipo de evento.


Local: Megu - possui dois endereços em NYC.

O que foi visitado fica no bairro de Tribecca (62 Thomas St). O outro fica em Midtown (845 United Nations Plaza 47th St).

A rede ainda possui restaurantes em Macau, Doha/Catar e na India.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 14h18

03/12/2010

O steak e o bacon do Peter Luger

 
Para os verdadeiros carnívoros...uma instituição para se comer um autêntico steak nova iorquino é o Peter Luger, no Brooklyn.

O steak nos melhores restaurantes dos Estados Unidos passa por um processo de “envelhecimento a seco” (conhecido como dry aging). A carne fica pendurada em uma sala refrigerada por 10 a 28 dias. Quanto maior o tempo, mais saborosa e macia fica. Isso porque, quando secada desta maneira, a água da carne evapora e os sabores se concentram. Além disso, as enzimas naturais da carne quebram as fibras, tornando-a mais macia.

O couvert (cortesia) do Peter Luger é uma cesta de pães variados, bem frescos, que vêm quentinhos à mesa com manteiga para acompanhar.


Para começar, pedimos uma entrada que nornalmente as pessoas não prestariam muita atenção no cardápio, mas que é um dos itens mais solicitados junto com o steak...o bacon! Mas não é como o bacon que conhecemos do café da manhã dos americanos, aquelas fatias finas e gordurosas servidas junto com ovos. Este bacon é um pedaço grosso e servido como um filé. Tão macio que derrete na boca. Melhor ainda com as rodelas de tomate e cebolas gigantes que você pede à parte. Faça essa combinação: um pedaço do bacon sobre um pedaço de tomate e cebola e coloque o molho especial de churrasco da casa que é oferecido em todas as mesas. Inesquecível!

Depois desta entrada, partimos para o steak da casa...envelhecido por 28 dias! O envelhecimento da carne realmente faz muita diferença. A carne vem em um prato fervilhando, já cortado em fatias. Macio e saboroso.

Para acompanhar, porção de fritas, que vieram bem sequinhas, como devem ser.


Fotos: 1 - fatia de bacon, tomate e cebola com o molho especial da casa; 2 - bacon!; 3 - steak para duas pessoas; 4 - porção de fritas.

O steak é servido em diversos tamanhos. Steak para uma pessoa (single steak), steak para dois, para três e para quatro. Mas sempre considere que as porções são enormes. No dia da visita, por exemplo, fomos em um grupo de 4 pessoas (3 mulheres e 1 homem). Pedimos 4 fatias de bacon, a porção de tomates com cebola, um steak para dois e uma porção de fritas. Já foi suficiente para sairmos bem satisfeitos.

Guardamos ainda lugar para dividir a sobremesa..a princípio iríamos pedir apenas a torta de noz-pecã, mas o garçom logo nos avisou que o cheesecake da casa era o melhor da cidade...tivemos então que conferir. Apesar de ser realmente muito boa, a torta de pecã estava formidável. Veio quentinha, com o recheio bem cremoso, com vários pedaços de pecã. Mas havia algo melhor ainda que a torta de pecã e o cheesecake...o chantilly da casa! Sim, o chantilly que vem acompanhando as sobremesas. Alguma coisa inexplicável em sua textura, totalmente diferente de todos os chantillys que você já provou. A porção é enorme e ainda sobra para colocar no café para finalizar a refeição com chave de ouro. 

Fotos: 1 - cheesecake; 2 - porção de chantilly da casa; 3 - torta de noz-pecã; 4 - moedas de chocolate de cortesia!

Enfim, se você quer provar um steak genuinamente americano, o Peter Luger é parada obrigatória em sua viagem. Dizem que o hamburger da casa também é considerado um dos melhores da cidade. Mais um motivo para eu voltar!

O restaurante também vende o molho especial da casa, vendido no local ou pelo site. Aliás, até o steak é vendido online e enviado via Fedex!

Local: Peter Luger – 178, Broadway, Brooklyn, NY

Dica: é altamente recomendável fazer reserva com alguns dias de antecedência (ligamos 3 dias antes e só conseguimos reserva para o horário das 11h45 da manhã...). Mas o local só aceita reserva para grupos de até 10 pessoas.

Preço médio: US$ 50 a US$ 70 por pessoa, incluindo vinho e sobremesa. Como todo restaurante de steak, os preços são mais caros, mas vale a pena economizar em algumas refeições na sua viagem para a cidade e comer no Peter Luger. Apesar que, considerando os preços exorbitantes dos restaurantes de São Paulo, não é tão caro pela qualidade da comida.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 13h01

30/11/2010

Onde comprar guloseimas em NYC

Quem visita NYC sempre acaba levando na mala alguns pacotes dos famosos chocolates Kit Kat e outras guloseimas, como balas, chicletes e até salgadinhos que não encontramos no Brasil.

Aqui vão duas dicas de lugares excelentes para fazer estas compras:

Kmart: esta rede é como uma loja de departamentos, que vende desde roupas, acessórios para a casa e escritório, produtos de limpeza, eletrônicos, eletrodomésticos, brinquedos e produtos de beleza, tudo a preços muito convidativos. Mas o que nos interessa aqui é a seção de guloseimas...aqui você encontra pacotes pequenos e grandes de todos os chocolates e balas mais populares, como Kit Kat, M&M, Toblerone, Lindt, Hersheys, etc. Os preços são muito melhores que os supermercados de bairro e farmácias (que vendem também guloseimas) da cidade. Muito melhores até que no duty free, além de ter mais variedade.

O Kmart possui diversos endereços na cidade, um inclusive bem próximo à loja de departamentos Macys, que fica na rua 34 com a sétima avenida.

    Target: esta rede é muito parecida com a Kmart, mas suas lojas são ainda maiores e mais diversificadas. A desvantagem é que não possuem endereços tão bem localizados em Manhattan como a primeira, mas o ponto forte é que os preços são ainda melhores.

Saindo um pouco do assunto comida, como muitos turistas gostam de comprar até shampoo e outros cosméticos para levar ao Brasil (pois tudo é muito mais barato em NYC), vale a dica para comprar estes itens nestas duas redes também. Mas você não vai encontrar marcas de grifes famosas, como Clinique, Lancome, etc, apenas as populares, como Neutrogena, Pantene, Jonhson, Maybeline, Revlon, Loreal, etc. 

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 22h50

22/11/2010

Comida coreana em Koreatown

 

Para os que gostam de comida coreana ou nunca provaram, há um bairro em NYC conhecido por Koreatown, que ocupa um quadrilátero em Midtown, formado pelas ruas 31 a 36, entre a quinta e a sexta avenidas, sendo a rua 32 sua via principal.

Além de inúmeros restaurantes, a região concentra também mercadinhos e salões de beleza coreanos.

Um dos meus restaurantes favoritos em Koreatown é o Kunjip, que possui a grande vantagem de funcionar 24 horas! Um dia estava passando pela rua 32 e não sabia qual dos inúmeros restaurantes escolher. Fui pela fórmula de ir no que estava mais lotado...foi assim que conheci o Kunjip.

Assim como em outros restaurantes coreanos, assim que você se senta, dezenas de entradinhas típicas são colocadas em sua mesa (sem custo adicional). São pratinhos com saladinha de broto de bambu, kimchi (verduras fermentadas com pimenta), tofu, etc. Apenas as entradinhas já são suficientes para dar uma boa forrada no estômago.

Na primeira visita ao local em um dia frio de inverno da cidade, optamos por uma cassarola de polvo com fatias de carne bovina e verduras variadas. Mas este prato é para os resistentes à pimenta!

A cassarola (o nome deste prato no cardápio é Bul Nak Jun Gol) é trazida à mesa e cozida lentamente em frente aos clientes. Um atendente do restaurante fica responsável por verificar de tempos em tempos o cozimento do prato e cortar o polvo em pedaços menores. A cassarola é muito bem servida para 3 a 4 pessoas.
 

O menu da casa oferece itens bastante variados, mas os pratos mais solicitados são os bibimbob (arroz em travessa de pedra coberto com carnes e verduras) e os famosos churrascos coreanos, com opções de diversos tipos de carne.

Uma boa parte dos pratos são apimentados. Ao final da refeição, o restaurante oferece um copo com uma espécie de suco de canela adocicado para abrandar a pimenta.

Local: Restaurante Kunjip - 9W 32nd Street (próximo à Quinta Avenida).

Preço médio: US$ 20.00 por pessoa

Dica: o local possui um menu a preços bastante reduzidos no horário do almoço, entre 11h e 15h de segunda a sexta.

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 21h59

16/11/2010

Frozen Yogurt

  
Seguem duas dicas de redes bem bacanas em NYC para os que adoram frozen yogurt, agora bem populares em algumas cidades do Brasil:

  1. Red Mango – a rede foi fundada na Coreia do Sul em 2002 e em 2007 abriu sua primeira loja nos Estados Unidos.

     Pinkberry – esta é uma rede americana, mas fundada por coreanos dos Estados Unidos.


Além dos tradicionais frozen yogurts em diversos sabores, ambas as redes oferecem também opções de smoothies e parfaits (frozen yogurt com camadas de frutas e granola).

Os frozen yogurts são vendidos em diversos sabores que variam de acordo com a sazonalidade das frutas ou de alguma data festiva. Na época do Halloween, por exemplo, há o sabor de abóbora por tempo limitado.

A maior diferença entre as duas redes é que na Red Mango você paga por quantidade de toppings (coberturas) que você quiser. Já na Pinkberry, a vantagem é que você pode colocar quantos toppings quiser!

 

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h43

14/11/2010

Dim Sum - o brunch dos chineses

 
 O dim sum é o famoso brunch dos chineses, mais especificamente dos cantoneses, e é oferecido em restaurantes especializados. O termo “dim sum” significa tomar chá, pois a bebida é essencial neste tipo de refeição.

Na China, as pessoas sempre vão aos dim sums em grandes grupos, com a família ou amigos. É como uma grande reunião em que as pessoas se encontram para comer sem pressa e colocar o papo em dia. Até por isso, os restaurantes de dim sum costumam ser um tanto ensurdecedores pelas conversas animadas das pessoas.

Curiosidade: o chá é o item principal no dim sum e é servido em pequenos copinhos de porcelana. A tradição é que uma pessoa da mesa sempre sirva os copos dos demais convidados antes do seu próprio copo. Mesmo que o copo esteja parcialmente cheio, sempre se coloca mais chá até o topo. As demais pessoas agradecem batendo com o dedo três vezes sobre a mesa. Assim que o chá acaba, deixa-se a tampa do bule parcialmente aberta para que o garçom possa repor.

Os pratos vêm em pequenas porções (normalmente 3 a 4

dumplings, como são chamados os bolinhos) e são servidos em cestinhas de bambu, que saem direto do vapor. Os pratos mais tradicionais incluem bolinhos de massa de arroz com camarão no vapor, arroz temperado com pedaços de frango envolto em folha de lotus, pé de galinha no vapor no molho agridoce, pato de pequim, prato de brocolis chinês com molho de ostra ou com pedaços de alho, bolinhos com carne de porco no vapor, etc. Além disso, há alguns carrinhos de sobremesas, como bolinho frito de gergelim com recheio de feijão doce, pudim de côco, pudim de manga, leite de côco com tapioca, etc. 

Os locais mais tradicionais de dim sum são aqueles em que as atendentes circulam entre as mesas com os carrinhos lotados de cestinhas de bambus. Há sempre um poster com fotos dos pratos na frente de cada carrinho para facilitar a escolha. Para pedir algum prato, basta solicitar à atendente quando esta passar ao lado de sua mesa.

 

 

Todas as mesas ganham também um cartão para que a atendente possa marcar o prato solicitado com um carimbo. Os preços dos pratos são classificados em pequeno, médio, grande e especial, de acordo com a simplicidade dos ingredientes, e não pelo seu tamanho. Todos os pratos “pequenos”, por exemplo, possuem o mesmo preço e são os mais baratos. Os dumplings com camarão são normalmente classificados na categoria “grande” ou “especial”.

Atualmente, muitos restaurantes de dim sum oferecem os pratos a la carte, ou seja, você escolhe os pratos marcando um X nas opções do formulário. Mas o legal mesmo é encontrar um restaurante que sirva à moda antiga. Em NYC, a maioria dos restaurantes de dim sum ainda possui os carrinhos circulando entre as mesas.


Locais de dim sum com carrinhos circulando (já provados):

1) Golden Unicorn: 18 E Broadway (Chinatown), NYC. Localizado em um prédio, o restaurante possui 3 andares, sendo que o dim sum é servido no segundo e terceiro andares.

2) Golden Bridge: 50 Bowery St (NYC). O lugar é enorme e pode ficar bem ensurdecedor no horário de pico. Está fechado (não sei se temporariamente).

3) Jing Fong: 20 Elizabeth Street.

Preço médio Jóia: 10 a 15 dólares por pessoa (comendo muito!) + gorjeta.


Ambiente: acima da média em relação aos pequenos restaurantes chineses de rua de Chinatown.

Dicas:

- Chegue entre 11h e meio dia. Depois disso, prepare-se para enfrentar longas filas e a comida já não está tão fresca. Aliás, o dim sum é servido somente até por volta de 14h.

- Vá com um grupo de pelo menos 3 pessoas para provar uma maior variedade de pratos.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 22h46

01/11/2010

O verdadeiro doughnut de NYC

 

Se você ainda não foi ao Doughnut Plant, esqueça todos os doughnuts que comeu até hoje. Até eu que não sou muito fã das famosas rosquinhas fritas fiquei apaixonada.

Os doughnuts são produzidos diariamente e começam a ser vendidos às 6h30 da manhã. O horário de funcionamento da loja é das 6h30 às 18h30 OU até os doughnuts se esgotarem. Sim, é produzida apenas uma quantidade limitada por dia! E os sabores mais populares sempre se esgotam muito antes do horário de fechamento da loja...

Além dos sabores tradicionais – côco, amêndoas, creme brulee, tres leches, pasta de amendoim com geléia, maçã com canela – há sempre algum sabor novo sazonal.

O diferencial destes doughnuts é a textura. A receita não leva ovo, conservantes nem aromas artificiais e, apesar de ser frita, a massa é extremamente leve e sequinha. Além disso, os doughnuts possuem diferentes formatos dependendo do sabor. Podem ser quadradas com um furo no meio (para distribuir melhor o recheio) ou redondas sem furo. As geleias que recheiam alguns sabores também são de fabricação própria.

Provamos 3 sabores no dia da visita (isso porque o de tres leches já havia esgotado...)

 

1. Creme Brulee; 2. pasta de amendoim com geléia de blackberry; 3 e 4. côco

O de creme brulee com certeza foi o campeão. O doughnut vem coberto por uma casquinha caramelizada como se fosse a própria sobremesa e o recheio tem o mesmo sabor do creme.

 Além das rosquinhas, o local também vende café, chocolate quente e chá.

Local: o Doughnut Plant possui apenas um endereço na cidade, em Lower East Side (379 Grand Street). O local não é muito próximo dos roteiros mais turísticos, mas mesmo assim, há sempre uma fila de espera no local. Uma nova unidade será inaugurada ainda este ano no Hotel Chelsea.

Ambiente: a loja é minúscula e normalmente a fila fica para fora do estabelecimento. Apenas uma pessoa faz o atendimento no caixa, pega o doughnut e a bebida e coloca tudo no saquinho para viagem. Não há mesas no local.


Além da loja, você pode encontrar os doughnuts em algumas unidades da Dean & Deluca, Citarella, Joes Art of Coffee, Greens Daily Roast e na Agata & Valentina (endereços no site). Entretanto, estas lojas recebem apenas alguns doughnuts diariamente que se esgotam rapidamente.

O Doughnut Plant é certamente um dos lugares imperdíveis em sua visita à cidade.

Preços: US$ 2.50 a US$ 3.50, dependendo do sabor.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 16h11

25/10/2010

Café-da-manhã light em NYC

 
Não são só ovos, bacon e pancakes que você encontrará no café-da-manhã americano. Para quem quiser dar uma trégua às calorias, uma ótima opção é o Le Pain Quotidien, uma rede belga presente em diversos países. Só em NYC possui mais de 20 endereços.
A filosofia desta rede é a sustentabilidade, aplicada desde a arquitetura de suas lojas até a utilização de ingredientes orgânicos em seus pratos.

Todas as lojas do Le Pain possuem algumas mesas comunitárias, construídas de madeira reciclada, além de wi-fi grátis.
O menu é composto por pães caseiros, iogurte, sucos, leite de soja, saladas, tartines, sopas e diversas sobremesas. Tudo produzido artesanalmente no próprio local.

Abaixo, alguns itens do cardápio do Le Pain:
Da esquerda para a direita, no sentido horário: chocolate belga, servido com a calda de chocolate quente à parte; cesta de pães variados (Organic Baker's Basket), acompanhada de manteiga e geléias; belgian waffle (o melhor waffle da cidade!); tartine de presunto servido sobre o pão integral da casa.
O restaurante também vende os pães e doces para viagem.
Local: Le Pain Quotidien (diversos endereços)

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 15h07

20/10/2010

Chi Fu - comida chinesa autêntica em SP

Muitos já ouviram falar no Chi Fu, restaurante chinês no bairro da Liberdade, em São Paulo. O local já saiu até em reportagens de jornais e é cada vez mais frequentado por brasileiros que acabaram descobrindo um lugar com excelente comida a preços muito convidativos.

Há dois anos, o Chi Fu era um restaurante relativamente pequeno e com ambiente bem simples (como a maioria dos restaurantes chineses do bairro). Mas seus pratos fartos, seus preços extremamente baratos e com um autêntico sabor da culinária chinesa sempre atraíram muitos clientes, que já estavam acostumados a fazer fila e a dividir a mesa com desconhecidos.

Hoje, o restaurante ocupa um prédio de três andares, decoração luxuosa e até salas VIP, que podem ser reservadas por grupos. Bom, o atendimento continua o mesmo...ou seja, atendentes mal humoradas que pouco se comunicam em português, embora tenham melhorado bastante.

Já os pratos e os preços...pioraram um pouco. Os pratos diminuíram um pouco de tamanho (embora ainda sejam considerados fartos) e os preços aumentaram. Mas ainda é um excelente custo benefício em relação aos restaurantes da cidade. Os frequentadores mais exigentes dizem que a qualidade dos pratos pode variar bastante dependendo do chef que os prepara.

A seguir, alguns pratos do cardápio do Chi Fu:

A foto 1 é uma espécie de macarrão chinês, feita de massa de arroz (no cardápio consta como massa branca). Assim como o yakissoba, há diversas opções de sabores.
Foto 2: camarão com aspargos.
Foto 3: lula frita com sal e pimenta. A lula é coberta por uma massa que fica com uma casquinha bem crocante.
Foto 4: porco agridoce.
Dica: para os que não abrem mão de uma taça de vinho para acompanhar o jantar, o restaurante permite que se leve o vinho (sem cobrança de rolha). Mas lembre-se de levar também as taças e o saca rolhas!

Categoria: Gula em SP

Por Liana Wang às 15h16

18/10/2010

Dicas de primeira viagem - parte II

Mais algumas dicas para aproveitar os restaurantes de NYC:

4) Procure pelo menu prix-fixe no cardápio, presente em grande parte dos restaurantes. Os menus prix-fixe oferecem uma combinação de uma opção de entrada, um prato principal e uma sobremesa (às vezes com mais de uma opção para cada um dos itens) a um preço mais barato. O menu é oferecido tanto no almoço quanto no jantar (no almoço é sempre mais em conta, mas as opções podem variar).

5) A maioria dos restaurantes aceita reserva e é altamente recomendável fazer em locais muito badalados. Um ótimo site para fazer reservas é o www.opentable.com. Este site é uma central de reservas de restaurantes em várias cidades dos Estados Unidos. Além de concentrar as reservas, o legal do site é que você vai acumulando pontos à medida que vai utilizando o sistema, que podem ser trocados por cheques ou cupons de descontos para utilizar em qualquer restaurante do site. Ao atingir 2 mil pontos, você ganha um desconto de US$ 20,00; ao atingir 5 mil pontos, o desconto é de US$ 50,00, etc. É necessário se cadastrar para utilizar o opentable. Para ganhar os pontos, você precisa reservar e comparecer ao restaurante na hora reservada. E, caso você não compareça sem ter cancelado sua reserva antecipadamente por 4 vezes durante o período de um ano, seu cadastro é cancelado. Você pode fazer a reserva pelo próprio restaurante também.

6) “Tips”: as gorjetas...além do “tax” (imposto) que vem automaticamente na conta (8,875% sobre o valor consumido), é comum deixar entre 15% a 20% de gorjeta. Uma maneira fácil de calcular a gorjeta é dobrar o valor do tax, o que na prática significa deixar entre 17% e 18%, podendo-se calibrar para mais ou menos conforme a qualidade do serviço. Não deixar gorjeta ou mesmo deixar uma quantia abaixo dos 15% usuais é mal visto. Até em táxis, salões de beleza e todo tipo de serviço, paga-se gorjeta. Se você pagar com cartão de crédito, há duas opções: no recibo para assinar a cobrança, há duas linhas adicionais abaixo do total da conta. A primeira linha você escreve quanto você quer deixar de gorjeta e a segunda linha você coloca a soma da conta com a gorjeta. Não deixe de colocar a soma total, pois, apesar de incomum, há casos de pessoas que não colocaram e o restaurante alterou o valor da gorjeta e preencheu a mais no total! Outra opção é pagar a conta no cartão e deixar a gorjeta em dinheiro sobre a mesa.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 10h04

15/10/2010

Dicas de primeira viagem - parte I de II

 
Para os visitantes de primeira viagem a NYC, seguem algumas dicas para aproveitar os restaurantes desta e de outras cidades americanas.

1) Com exceção de lanchonetes e restaurantes mais simples, há sempre um(a) hostess para te encaminhar à mesa. Aguarde para ser atendido.

2) Normalmente, assim que você se senta, o garçom pergunta se você quer água (em restaurantes simples, a água já é trazida sem mesmo você solicitar). Se você aceitar, ele vai perguntar que tipo de água você quer: regular, sparkling (com gás)...sempre peço pela regular ou como eles dizem, "tap water" ou “ice water”, que é simplesmente a água da torneira. Além de ser de graça, a água da torneira é segura para beber. Mas se você não estiver acostumado, pode-se pedir água comercializada (pagando, claro).

3) Aproveite para ir aos melhores restaurantes durante o almoço. Além de estarem menos cheios, a maioria possui cardápio com preço reduzido no período de 11h30 às 14h -15h com muitas das opções que você encontra no cardápio do jantar. Em NYC, janta-se mais cedo que em São Paulo, por isso pode ser mais fácil conseguir reserva para um horário um pouco mais tarde, mas lembre-se de que os restaurantes também fecham na média mais cedo.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 11h14

13/10/2010

O hot dog de NYC

Katz Deli ou Gray's Papaya? Pastrami no Katz....hot dog no Gray's! Apesar de muitos críticos considerarem que o Katz possui o melhor hot dog de NYC (além do sanduiche de pastrami), minha preferência é o Gray's.
Não só porque o hot dog do Gray's vem com um molho suculento à base de tomate e cebola (para quem não gosta, há a opção com repolho refogado sem molho), mas a própria salsicha é mais temperada e crocante por fora em relação ao Katz.

Assim como o Katz, o Gray's Papaya também é uma instituição em NYC, fundada em 1973. Possui 4 lojas na cidade, que funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Todas as lojas são assim: lanchonetes bem simples e apertadas, sem mesas nem banquinhos. Apenas um estreito balcão do lado oposto ao atendimento com potes enormes com ketchup, mostarda e maionese.

A decoração também é um capítulo à parte...cores ao estilo McDonald's com dezenas de placas com as opções de lanches e frases exaltando o local como o melhor hot dog da cidade penduradas no teto e coladas na parede, quase que camuflando os atendentes (com uniformes igualmente coloridos) que ficam atrás do aquário onde são preparados os hot dogs.


Outro item que não pode faltar para acompanhar o hot dog e que deu origem ao nome do lugar: o suco de papaya. Além deste, que é o mais tradicional, há também opções de sucos de uva, pina colada, laranja, manga e morango.

Local - Gray's Papaya. Quatro endereços: 539 Eighth Avenue (37th Street), 402 Sixth Avenue (8th Street), 2090 Broadway (72nd Street) e 116 Waverly Place.
Obs. Atenção, não confundir o Gray's Papaya com o Papaya King! Aliás, o fundador do Gray's era um dos sócios do Papaya King (não fui ainda para provar).

Preços: peça pelo Recession Special, um combo com 2 hot dogs e 1 suco, que sai por US$ 4,45 (houve um aumento recentemente, pois era US$ 3,50!). Mesmo se você estiver sozinho, opte pelo combo, pois os hot dogs de NYC são pequenos.

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 23h47

06/10/2010

Época de lagosta no Big Wong

É temporada de lagosta em NYC! O restaurante Big Wong, em Chinatown, já mencionado neste blog, resolveu aproveitar a ocasião e oferecer dois pratos com esta delícia.

Melhor ainda, como característica deste simples restaurante, os preços são incrivelmente baratos e os pratos deliciosos!

A lagosta é preparada de uma única maneira: ao molho de gengibre e cebolinha. Um pouco pesado para aqueles que preferem o fruto do mar apenas no vapor. Mas o prato fica muito saboroso e a lagosta não poderia ser mais fresca. Estão vivas na cozinha e vão direto para o preparo do prato!

A primeira opção do cardápio são duas lagostas cortadas em pedaços. A segunda opção é uma lagosta em pedaços sobre uma generosa porção de macarrão típico chinês: ye mien. O macarrão lembra aquele usado para preparar o yakissoba, mas é ainda mais gostoso!

Local: Restaurante Big Wong - 67 Mott Street (Chinatown, NYC)

Ambiente: muito simples, sem decoração nenhuma. Prepare-se também para dividir a mesa com outras pessoas!

Preços Jóia: 2 lagostas ao molho de gengibre e cebolinha - US$ 20.00 (isso mesmo!!!)

1 lagosta com macarrão ye mien: US$ 18.00

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 10h56

10/09/2010

Matsugen

 

O Matsugen é mais um excelente representante da culinária japonesa em Manhattan. O restaurante faz parte de um grupo de restaurantes do chef francês Jean Georges. Além de NYC, a cadeia também possui restaurantes em Las Vegas, Londres, Paris e Shangai. Aproveitando o Summer Restaurant Week da cidade, fui conhecer o cardápio do evento. Ao contrário dos demais participantes do evento, o Matsugen apresentou uma grande variedade de pratos para degustação. Somente como entrada, foram servidas 6 mini porções de diferentes guloseimas para provar: sobá frito, edamame, camarão frito, saladinha cremosa de espinafre com pasta de gergelim e ouriço do mar.

Como pratos principais (sim, mais de um!) vieram o par de sushi de atum, fresquíssimos; um pedaço de bacalhau grelhado (black cod) com pasta de miso, que parecia derreter na boca; e uma opção de sobá (fria ou quente). Tudo muito bem preparado.

A sobremesa, apesar de parecer simples, foi simplesmente o melhor pudim que já provei. Um pudim de vanila com calda de caramelo, mas com uma consistência cremosa, como um mousse.



Devido à grande procura pelo cardápio do Restaurant Week, o Matsugen e outros restaurantes do grupo Jean Georges resolveram manter o cardápio e o preço fixo do evento por tempo indeterminado, para a sorte de todos!

Local: Restaurante Matsugen - 241 Church Street (Tribeca)

Ambiente: bem moderninho com um toque asiático. Chama a atenção um extenso aquário com peixes de água salgada por onde se pode observar a movimentação da cozinha.

Dica: o restaurante aceita reservas e estas são altamente recomendáveis!

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 14h30

02/09/2010

Soul Food em Harlem

 

Se você quiser sair um pouco da rota turística de NYC, o bairro de Harlem, no norte da cidade, é uma boa alternativa. O bairro é habitado predominantemente por afro-americanos e já foi conhecido por ser um tanto perigoso. Entretanto, passou por um significativo desenvolvimento nos últimos anos.

Harlem também é conhecido por seus restaurantes que servem "soul food", ou seja, pratos tradicionais dos afro-americanos, mais conhecidos nos estados do sul dos Estados Unidos. Fui conhecer um dos mais tradicionais restaurantes de sould food no Harlem - Amy's Ruth. É um restaurante bastante familiar que serve café-da-manhã, almoço e jantar.

Pedi alguns dos principais pratos da casa: frango com waffles e filé de porco com molho. Como acompanhamentos: mac & cheese (o famoso macarrão ao molho de queijo) e abóbora doce. Como couvert, o restaurante oferece um bolo de milho, bem parecido com o brasileiro.

 

O frango frito vem sequinho e bem crocante. O waffle vem acompanhado de manteiga e mapple syrup feito na casa. Uma inusitada mas saborosa combinação para um brunch.

Os pratos são muito bem servidos e o preço é bem razoável para uma cidade como NYC.

Local: Restaurante Amy's Ruth - 113 W 116 th St (Harlem, NYC)

Ambiente: simples e caseiro.

Preços médio: US$ 14.00 por pessoa

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 15h57

30/08/2010

Grand Central Market

 

 

Um dos pontos turísticos imperdíveis para quem for visitar NYC é a Estação Grand Central (Grand Central Terminal). Além de ser uma das principais estações de trens da cidade, o suntuoso prédio abriga a estação de metrô de mesmo nome e diversas lojas, restaurantes e um mercado em seus dois andares.

O Grand Central Market é um espaço onde são vendidos frutas, verduras, pães, frios, temperos, carnes e peixes fresquíssimos ao público. É como se fosse o Mercado Municipal de São Paulo, mas em um espaço bem menor e climatizado.

Local: Grand Central Market - 87 E 42nd St (no interior da Grand Central Terminal)

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 16h17

23/08/2010

Oceana


Aproveitando o Summer Restaurant Week em NYC, fomos ao Oceana, um restaurante especializado em frutos do mar.

O Restaurant Week na cidade é uma ótima oportunidade para se conhecer alguns dos melhores (e mais caros) restaurantes da cidade.

Para começar, trouxeram o couvert da casa. Pães frescos com manteiga à parte e uma mini sopa de tomate fria. Como entrada, pedimos uma sopa fria de milho com pequenos pedaços de peixe defumado e um sashimi de um peixe típico da California (yellowtail sashimi). A sopa cremosa de milho tinha um sabor adocicado (o milho nos Estados Unidos é doce) que combinava muito bem com o salgado do peixe defumado.

 

Para o principal, pedimos um prato de mexilhões com risotto de tomate (steamed mussels) e uma anchova grelhada (grilled bluefish). Tudo muito fresco e com ótimo sabor.

 

 

E para a sobremesa, uma torta de mirtilo e amêndoas com sorbet de limão (blueberry almond meringue cake) e um parfait de cookie de chocolate (chocolate chip cookie parfait). Apesar de preferir sobremesas frutadas, o parfait foi a melhor opção entre as duas. A torta de blueberry era um tanto doce, mas equilibrava com o sorbet de limão. Já o parfait estava perfeito, utilizando um chocolate meio amargo que não deixava a sobremesa muito enjoativa.

Para finalizar, ao recebermos a conta, ainda nos trouxeram mini picolés de milho verde e chocolate com farofa crocante.

Uma excelente experiência e um ótimo custo benefício no Summer Restaurant Week de NYC.

Local: Oceana Restaurant - 120 W 29th Street, NYC, NY

Preço do Restaurant Week: US$ 24.07 no almoço (entrada, prato principal e sobremesa)

Ambiente: grande salão com alguns móveis clássicos. Chamam a atenção um balcão de frutos do mar frescos na entrada e uma adega com excelentes vinhos.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h12

20/08/2010

O Le Buteque de Erick Jacquin


Alguns anos atrás conheci um dos restaurantes franceses mais premiados de São Paulo: o La Brasserie Erick Jackin, em Higienópolis. Mas é daqueles restaurantes que, pelo preço, você só consegue visitar em alguma ocasião muito especial..

Ano passado vi em alguma revista que o chef Erick Jackin resolveu abrir um restaurante mais acessível ao público. Entusiasmada, fui conhecer o Le Buteque, localizado nos Jardins.

A estreita entrada do bistro passa despercebida entre as inúmeras lojas da rua Haddock Lobo. Da inauguração do local até agora, já houve uma reforma. Confesso que preferia o lugar antes, onde a primeira coisa que se via ao entrar era o balcão recheado de doces. Após a reforma, a vitrine de doces foi retirada e colocaram mais mesas no andar térreo. O andar superior continua igual, assim como o menu.


O couvert é bem simples: pão (fresquíssimo), azeite, sal e manteiga. A mesa é forrada com um papel e a atendente literalmente carimba o "plat du jour" e o "vin du jour" no papel.

O menu é enxuto mas oferece opções para todos os gostos: peixe, carne bovina, frango, massas e até omelete. Optamos por um file mignon a poivre (à esquerda da foto) e um entrecote, ambos com batata gratinada. Uma dica: para quem não gosta de carne muito crua, peça o file mignon aberto (foi a própria atendente que sugeriu).

Ambos os pratos estavam deliciosos e com sabores bem marcados. O file mignon estava extremamente macio com um molho de creme de leite delicado. As batatas, que são mais difíceis de captarem algum sabor, vieram muito bem temperadas.

As sobremesas são um capítulo à parte...a minha favorita continua sendo o mil folhas, apesar de, na última visita, ter ficado um pouco a desejar.


Vale ressaltar que tanto o pão do couvert quanto os doces são fabricados diretamente na Brasserie, em Higienopolis, e trazidos diariamente ao La Buteque. A diferença do mil folhas da Brasserie pro La Buteque é que, na primeira, a sobremesa é montada na hora de se servir. Já no Le Buteque, apesar de ser produzido diariamente, o mil folhas é montado no começo do dia. Mesmo assim, foi o melhor mil folhas que já provei! A massa é bem fina e sequinha, nada lembrando as versões similares de outras docerias, que, de tanto tempo expostas, acabam encharcados devido ao creme que acaba sendo absorvido pela massa folhada.

Enfim, não diria que é um restaurante barato. Mas, pela qualidade e menu concebidos por Erick Jacquin, é um bom custo benefício.

Local: Le Buteque - R Haddock Lobo, 1416 (entre Lorena e Oscar Freire)

Preços:
File mignon au poivre: R$ 42,00
Entrecote: R$ 39,00
Mil folhas: 9,00


Categoria: Gula em SP

Por Liana Wang às 10h18

18/08/2010

Pudim de nabo


Este prato só os chineses conhecem, porque nem nos restaurantes mais tradicionais de SP é encontrado.

O pudim de nabo é um prato típico cantonês e bastante popular nas casas de dim sum (o tradicional brunch cantonês). Pelo ingrediente principal, há quem ache estranho...mas é uma delícia! O pudim é feito com nabo fresco ralado e farinha de arroz.

Gergelim e cebolinha dão o toque final no sabor e na cor do prato. A massa, quando crua, tem textura pastosa. A mistura é então colocada em banho maria até se obter uma consistência um pouco mais firme. Após o banho maria, pode-se comer assim mesmo com molho shoyu ou cortar a massa em fatias e frita-la com pouco óleo na frigideira para se obter uma casquinha crocante por fora.

É saudável e saboroso! O único porém é o cheiro do nabo que fica impregnado pela casa toda durante a preparação do prato. Mas vale a pena!


Por Liana Wang às 12h46

16/08/2010

Kenka - comida japonesa e algodão doce

 

Um ótimo lugar para se sentir um pouco no Japão é na St Marks Pl, em East Village (NYC). Nesta rua, há dezenas de pequenos restaurantes típicos japoneses.

O restaurante acima é o Kenka, um dos mais disputados da St Marks Pl. Todo o ambiente, desde a entrada até o cardápio, é bastante descontraído.

A comida é bastante variada e a maioria é servida em pequenas porções, como um barzinho japonês. Você pode saborear desde os tradicionais sashimis e suhis até pratos quentes como o udon, anchova grelhada, curry, etc. São dezenas opções apresentadas em um menu divertido. Para beber, uma extensa lista de cervejas japonesas (com opção de cerveja em jarra) e sakês.


Para a sobremesa pedi o mochi recheado com sorvete. O mochi da esquerda é recheado com sorvete de feijão doce e o da direita com sorvete de chá verde. Uma delícia!



Mas o melhor está reservado para o final...após pagar a conta, cada pessoa recebe um copinho com açúcar e, na saída do restaurante, há uma imensa máquina de algodão doce para que você mesmo prepare o seu! Na primeira imagem, pode-se observar a máquina de algodão doce bem à esquerda, atrás da luminária com escrita japonesa...

Restaurante Kenka: 25 St. Marks Pl.(próximo ao metrô Astor Pl), NYC
Ambiente: muito descontraído, com mesas baixinhas de madeira. Há cestas de vime no chão, ao lado de cada mesa, para as bolsas.

Preço: US$ 20 a US$ 25 por pessoa. Isso incluindo entradinha, prato principal, sobremesa e bebida! Se você for apenas comer um udon, pagará apenas US$ 12 + tips.

Prepare-se para pegar fila na porta...Ao chegar, há uma lista na entrada e você mesmo pode colocar seu nome e aguardar..



Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 16h43

13/08/2010

Hamburguer no Shake Shack

 
 

 

O hamburguer da rede de lanchonetes Shake Shack é um dos mais famosos de NYC e está sempre entre os melhores hamburgueres da cidade.

Além da versão tradicional - ShackBurger (foto acima), há diversas outras opções, incluindo uma vegetariana!

A versão tradicional vem com um suculento hamburguer, queijo, alface, tomate e molho especial. Ketchup, mostarda e maionese são oferecidos em sachês do lado de fora da lanchonete.

Local: Shake Shack. Possui 3 endereços em NYC. As fotos acima foram tiradas no Shake Shack do Madison Square Park. Fica no meio do parque, rodeado de árvores. Há mesas e cadeiras ao ar livre.

Preço Jóia: O ShackBurger simples custa US$ 4.75

Dica: chegar cedo...principalmentes nos dias de sol, a fila é de mais de meia hora. Mas se você for consumir apenas uma casquinha ou bebida, há uma fila exclusiva e bem mais curta.

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 18h08

12/08/2010

Comidinha de rua em NYC



Mais uma opção gostosa e barata para os que estão passeando por NYC. O pita kebab ou gyros é facilmente encontrado nas ruas da cidade, vendido em trailers estacionados nas calçadas!

O pita kebab consiste em um tipo de carne (de frango ou de cordeiro) em pedaços, acompanhados de cebola, tomate e um molho especial, enrolados no pão pita (parece um pão sírio, mas é mais massudo). O cliente pode escolher também outros acompanhamentos, como azeitonas e pimentão. O pita kebab vem quentinho, pois a carne, pré-assada, é esquentada sobre uma chapa na hora do pedido.

Os trailers que vendem comida rápida são muito comuns na cidade, principalmente próximos a escritórios comerciais. Há trailers de todos os tipos, vendendo desde café da manhã (café, donuts, croissants, muffins, bagels) até refeições completas. Tudo para facilitar o ritmo frenético dos nova iorquinos.

Preço do pita kebab: US$ 5.00

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 18h06

10/08/2010

Comida vietnamita

 

Os leitores perceberão que sou fã da Chinatown de NYC, não só por ser descendente de chineses, mas porque o bairro concentra uma infinidade de ótimos restaurantes a preços muito convidativos. E não são só restaurantes chineses que você encontra por lá.

Um dos exemplos é o Pho Viet Huong, um dos melhores restaurantes vietnamitas da cidade. Para quem não conhece a culinária vietnamita, muitos dos pratos são similares à cozinha chinesa, com uma farta opção de macarrão, massa com arroz, pratos com pato, frango, porco, etc.

Apesar da variedade de opções, acabo sempre pedindo dois dos pratos mais tradicionais: o summer roll (goi cuon) e o Pho. O summer roll é um rolinho com massa de arroz bem fina e transparente, recheado com macarrãozinho de arroz, alface e camarão. Vem servido frio e com molho de amendoim adocicado. Uma entrada bem leve e refrescante para os dias de verão!

O Pho é um macarrão com massa de arroz e vem em um caldo bem perfumado, preparado com especiarias (canela, anis, gengibre, erva doce, etc). O prato é servido à mesa com o macarrão e fatias bem finas de carne bovina e tendão. A carne vem crua para ser cozinhada no próprio caldo quente. À parte, um prato com moyashi fresco (broto de bambu), folhas de hortelã e pedaços de limão. Tudo isso para ser adicionado ao caldo na hora de comer e deixá-lo ainda mais saboroso.

Local: Restaurante Pho Viet Huong - 73 Mulberry Street, NYC (Chinatown)

Ambiente: salão amplo e simples, com decoração inspirada em estilo tropical.

Preços Jóia: Summer roll - US$ 4.50; Pho Dac Biet Xe Lua - US$ 6.50

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 12h06

09/08/2010

As delícias do Katz Deli

 
Finalmente, ao que interessa...as delícias do Katz Deli!

A principal atração da casa é o sanduiche de pastrami...generosas camadas de pastrami defumado cortados na hora e montados sobre um pão fino e bem macio. O único ingrediente adicional e opcional é a mostarda. O sanduiche vem cortado ao meio para facilitar a mordida.

Para acompanhar, gigantes pepinos em conserva, com duas opções: azedo ou semi-azedo. O pepino não é daqueles crocantes como os servidos nos restaurantes japoneses. Mas mesmo assim é um bom acompanhamento para quebrar um pouco o gosto da carne.

Sobre o hot dog. Uns meses atrás, saiu uma reportagem no Jornal A Folha de SP sobre uma votação entre a população a respeito do melhor hot dog de NYC. E o Katz ganhou, disputando com concorrentes de peso como o legendário Gray's Papaya (que será tema do próximo post).

O hot dog é simples assim: salsicha e pão. Você pode pedir com ketchup e mostarda, mas esses mesmos ingredientes você encontrará à mesa também. A salsicha, assim como em outros lugares de NYC, é bem diferente das que encontramos por aqui. É escura e preparada de um jeito que fica crocante por fora e macia por dentro. Bem saboroso. Pessoalmente, ainda prefiro o Gray's Papaya.

Curiosidade. Fique atento à marcação das mesas do Katz, principalmente as das laterais, pois são reservadas apenas para atendimento pelos poucos garçons. A maioria das pessoas prefere seguir a tradição e pegar a fila do balcão para fazer o pedido. Quem pedir no balcão não pode se sentar nas mesas marcadas para atendimento pelo garçom!

A história da Katz Deli realmente inspira seu lugar e vale a pena a visita. O lugar também vende souvenirs de marca própria.

Local: Katz Deli - 205 E Houston St (Lower East Side). Obs.: o local é um tanto fora do circuito turístico da cidade.

Preços: sanduiche de pastrami: USD 14.95; Hot dog: USD 3.10

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 16h44

Katz Deli - quando Harry encontrou Sally...

 

O Katz Deli é uma instiuição de NYC que você não pode deixar de conhecer em sua visita à cidade.

A Delicatessen é famosa tanto pela sua história quanto pelos seus gigantescos sanduiches de pastrami e o hot dog, considerados um dos melhores da cidade.

Só pelo restaurante em si, fundado em 1888, já vale a visita. A fachada é toda envidraçada com salames pendurados. O lugar é imenso e sem nenhuma decoração, apenas com diversos quadros na parede mostrando algumas das celebridades que já passaram pelo local.

No meio do restaurante, pendurado por um fio, encontra-se uma placa indicando a mesa onde foi rodada a famosa cena do filme "When Harry met Sally", com Meg Ryan e Billy Crystal.

 

Outra curiosidade sobre a história do Katz começou durante a Segunda Guerra Mundial. A Delicatessen oferecia às mães dos militares um serviço especial de entrega de salame aos seus filhos nos acampamentos militares. Este serviço é oferecido até hoje.

 

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 16h31

O cannoli do Ferrara

 

O Ferrara Bakery & Café é o lugar perfeito para uma sobremesa acompanhada de um café no fim do dia em Manhattan. Esta típica doceria italiana oferece inúmeras opções de doces, incluindo os torrones e chocolates de fabricação própria.

O item mais tradicional do Ferrara é o cannoli, um doce típico italiano em formato de canudo e recheado com creme de ricota (conhecido também como mascarpone).

Para provar um pouco da variedade de doces do menu, optamos pelo "Trio of Miniatures". Como o nome diz, uma amostra de três doces do local, em tamanho menor.

O primeiro trio foi composto de um cannoli (não poderíamos deixar de provar), um tartelete de blueberries (mirtilo) e o Cheminee, um mousse de chocolate e vanila envolto em uma fina casca de chocolate e coberto por um morango.

O segundo trio veio com mais um cannoli, um Napolean (doce com creme de bavaria e coberto com açúcar glace e um Dacquoise e uma cestinha de chocolate meio amargo recheada com praline e creme de gianduia. Tudo muito fresco e leve.

Local: Ferrara Bakery & Café - 195 Grand Street (Little Italy), NYC

Ambiente: tomar um café no Ferrara é como estar em um típico café italiano do começo do século.


Preços:

Trio of Miniatures: US$7.75

Lemon Drop (chá de limão): US$ 3.75

 

Categoria: Gula em NYC

Por Liana Wang às 10h52

Sobre a autora

Liana Wang é formada em Administração de Empresas

pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo e pós-graduada em Comércio Internacional pela Fundação Instituto Administração. Como a maioria dos descendentes de chineses de primeira geração, cresceu experimentando e aprendendo a apreciar uma infinidade de temperos e ingredientes típicos do país de origem de seus familiares. As refeições no seu dia a dia são sempre uma mistura de pratos brasileiros e chineses, incluindo massas preparadas artesanalmente por sua mãe.

Sobre o blog

O Menu da Gula é um blog de gastronomia criado por Liana Wang, uma apaixonada por conhecer restaurantes e diferentes pratos. O leitor poderá se deliciar com as fotos e dicas sobre os pratos provados, preços e endereços de restaurantes em cidades visitadas por ela. O objetivo é servir como um guia gastronômico e mostrar pratos típicos de diferentes culturas.